Presidente da República, Daniel Chapo, reúne-se em Washington, com a Internacional Development Finance Corporation, dos EUA,
Maputo, 28 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta segunda-feira (27), em Washington, que Moçambique está reforçar a parceria com a Internacional Development Finance Corporation, dos EUA, para financiar projectos estratégicos de energia, infra-estruturas, agricultura, indústria e turismo.
Os projectos também visam a criação de empregos e melhoria das condições de vida dos moçambicanos.
“O objectivo que nos levou a vir aqui é reforçar a nossa diplomacia económica com a DFC, temos financiamentos em Moçambique, um deles é a construção da Central Térmica de Temane com uma capacidade para gerar cerca de 450 megawatts e a linha de transmissão de energia Temane para Maputo”, disse.
O país conta igualmente com financiamentos para área de seguros dos projectos de gás natural liquefeito (LNG), no Rovuma, orçados em cerca de 1,5 biliões de dólares norte-americanos.
Lembrou que está em curso um projecto para a construção de uma central eólica de Namaacha, província de Maputo, orçada em 150 milhões de dólares americanos e outros investimentos que contam com financiamento da DFC.
“Então, o primeiro objectivo era realmente vir aqui agradecer e reforçar cada vez mais as nossas relações de amizade e cooperação “, referiu.
Sublinhou que Moçambique quer tornar-se um hub de energia eléctrica na Comunidade dos Países da África Austral (SADC), pelo facto de os países vizinhos estarem a enfrentar sérios problemas de electricidade.
“É do vosso conhecimento que estávamos na Zâmbia (semana passada) em visita de trabalho e também para comemoração dos 61 anos da independência, e uma das preocupações que a Zâmbia nos referiu é o défice de energia, temos o mesmo desafio no Malawi, África do Sul, Zimbabwe, Eswatini, portanto, todos países da região estão com défice de energia eléctrica “, disse.
Referiu que pela localização geográfica Moçambique é o único com capacidade de exportar para os países da região.
“Por isso, estamos à investir neste momento na expansão da nossa principal hidroeléctrica que é a Cahora Bassa, em Tete, estamos a trabalhar para a materialização do projecto Mphanda Nkuwa que é uma nova central para a produção de cerca de 1.500 megawatts, não só para reforçar a quantidade, qualidade, mas também para exportações dos países da região “, disse.
O executivo moçambicano afirma que o DFC é parceiro estratégico para o desenvolvimento de projectos de sectores de energia, incluindo às áreas de agricultura, indústria, Infra-estruturas e turismo.
“Temos vários projectos nessas áreas todas que achamos que é extremamente importante apostar em Moçambique. No turismo, ficaram impressionados por saber que o Grupo Aman, que é um dos “Top Ten” ao nível do mundo no investimento no sector de turismo, está em Moçambique e entra na África Subshariana pela primeira vez em Moçambique “, disse.
Chapo convidou outros grupos de referência internacional no turismo a fim de participarem na Conferência Internacional de Turismo a decorrer de 3 a 4 de Novembro em Vilankulos, na província de Inhambane.
“Também dissemos que o mundo tem às vezes a questão de défice alimentar, Moçambique é um país que pode apostar na agricultura, queremos industrializar o país e podermos arranjar emprego para mulher e juventude moçambicana “, disse.
O Presidente da República informou que com a agricultura e agro-negócio é possível juntos dos parceiros industrializar o país.
Sobre Infra-estruturas, o governo convidou os parceiros norte americanos a apostarem no desenvolvimento do corredor de Nacala.
“O nosso objectivo no desenvolvimento do corredor de Nacala é investir para que chegue até a Zâmbia. Neste momento estão cerca de 800 mil toneladas de minerais ano, mas até 2030 vai atingir cerca de 3 milhões de toneladas e não tem locais de escoamento “, disse.
Por isso, o governo propõe a construção de uma linha féria, partindo de Nacala até Zâmbia, passando por Malawi, ligando a norte da República Democrática de Congo (RDC), para escoamento de seus minerais. Esta iniciativa contribuirá para transformar o corredor de Nacala num verdadeiro corredor de desenvolvimento, a semelhança do corredor de Lobito em Angola.
Refira-se que o Chefe do Estado encontra-se nos Estados Unidos da América, desde do dia 25 de Outubro corrente numa visita de trabalho de seis dias.
(AIM)
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