Presidente da República e Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, discursa na abertura 35º Conselho Coordenador do Ministério do Interior
Maputo, 27 Nov (AIM) – O Presidente da República e Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, instruiu o Ministério do Interior (MINT) a fazer uma reflexão profunda sobre a prevenção e combate ao crime, incluindo corrupção no seio da Polícia de Trânsito, Serviços Nacional de Migração, identificação civil, nos postos fronteiriços, raptos entre outros.
“O Ministério do Interior é um dos pilares da nossa segurança nacional, da estabilidade social, da confiança pública e acima de tudo, um pilar existencial da República de Moçambique “, disse Chapo esta quinta-feira (27), em Maputo, na abertura 35º Conselho Coordenador do MINT.
No presente ano o evento decorre sob lema: Ministério do Interior, Avaliando o seu Desempenho e Aprimorando Estratégias Face aos Desafios da Segurança Interna Com Ênfase para Prevenção e Combate a Criminalidade e Sinistralidade Rodoviária.
“O presente Conselho Coordenador deve dedicar um bom espaço para debates, encontros e soluções em relação a raptos de forma a reconquistarmos os níveis de confiança dos empresários e investidores nacionais e estrangeiros. Queremos que os raptos passem para à história, antes que os raptores sequestrem o Estado”, disse.
Segundo o Chefe do Estado, o Conselho Coordenador do MINT assume um significado de espaço ideal onde o sector deve avaliar com honestidade, corrigir com rigor e planificar com audácia a sua actuação.
“O dia 27 de Novembro fica guardado na memória como uma data histórica porque é o dia em que pela primeira vez nos sentamos com a nata dos que tem responsabilidade de garantir a segurança interna, identificação dos cidadãos nacionais, emissão de documentos de viagem, o controlo do movimento migratório e fiscalização de estrangeiros, prestação de apoio aos refugiados e requerentes de asilo, assim como combate a incêndio, socorro e salvamento de pessoas em casos de acidentes.
Referiu que grande parte dos membros e quadros do MINT encontram-se nas ruas, nos postos de fiscalização, fronteiriços a garantirem a ordem e segurança públicas, assim como nas trincheiras a combaterem o terrorismo em Cabo Delgado.
“Para esses bravos moçambicanos que se encontram no terreno, peço uma grande salva de palmas, são irmãos, irmãs, faça sol, faça chuva, faça frio estão a combater o terrorismo e ao mesmo tempo, garantem a segurança e a ordem pública do nosso povo”, disse.
O lema transmite a ideia de que o MINT deve ser um sector de resultados, de disciplina, serviço público e de permanente modernização.
Frisou que a ordem e tranquilidade públicas, enquanto parte da segurança nacional é indispensável para realização de todas actividades que visam garantir o bem-estar do povo, desde as áreas da saúde, educação, industrialização, agricultura, turismo, recursos minerais e energia, entre outros.
“Nesses termos exortamos para reflectirem e encontrarem soluções exequíveis que resolvam às preocupações do povo de forma sustentável, permanente e duradoura, principalmente a prevenção e combate a criminalidade e acidentes de viação que estão a semear luto e dor nas famílias moçambicanas e dilacerar o tecido social e a economia do país “, disse.
Enquanto isso, no âmbito da identificação civil assim como da migração, verifica-se a aproximação destes serviços às comunidades através de brigadas móveis para emissão de bilhetes de identidade e de passaporte no país e na diáspora.
O governo prevê ultrapassar a meta de garantir que até ao final do presente quinquénio, 64,21 por cento dos moçambicanos sejam portadores de B.I.
Sobre o Serviço Nacional de Migração (SENAMI), o executivo moçambicano quer ver maior empenho no combate à imigração ilegal na região.
“Por outro lado, queremos que seja o rosto da hospitalidade para todos que procuram por Moçambique por suas riquezas e belezas”, disse.
No que concerne ao Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados, o estadista moçambicano avançou que muitas vezes o movimento de refugiados ocorre em paralelo com o movimento de imigrantes económicos ilegais.
“Por esta razão, o MINT deve reforçar os mecanismos de triagem de todos estrangeiros que solicitam o asilo entre outros indivíduos de índole duvidosa, se não mesmo criminosos e terroristas “, disse.
Destacou o trabalho do Corpo de Salvação Pública pelo sacrifício que tem feito para salvar concidadãos sitiados devido a subida do caudal dos rios, regaste de zonas inundadas e a criação de projectos inovadores.
“O projecto escola segura, mercado seguro, armazém seguro, floresta segura, banhista segura e bombeiro seguro na comunidade “, disse.
Já o ministro do Interior, Paulo Chachine, anunciou que os participantes no evento vão reflectir sobre seu desempenho a nível de vários sectores, sobretudo em relação a acções de prevenção e combate a crime, sinistralidade rodoviária, desafios de segurança interna entre outros.
A cerimónia de abertura contou com a presença de antigos ministros do Interior, vice-ministros, comandantes gerais e um reconhecimento dos anteriores ministros do Interior com destaque para Armando Guebuza, Almerino Manhenje, Arsénia Massingue, Pascoal Ronda e Alberto Mondlane.
(AIM)
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