Maputo, 17 Jan (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou às populações para que façam tudo ao seu alcance para salvaguardar as suas vidas, considerando-as como um bem inalienável, face à magnitude das inundações provocadas pelas chuvas intensas que assolam a região sul de Moçambique.
Falando durante a sua interacção com a população acolhida no Centro de Acomodação de Chiaquelane, no distrito de Chókwè, província meridional de Gaza, Chapo sublinhou que as pessoas devem priorizar a preservação da vida humana, uma vez que os bens materiais podem ser recuperados posteriormente, ao contrário da vida.
“Temos de dizer aos nossos irmãos que não estão a sair dos locais propensos às cheias, por medo de perder os seus bens, o gado ou a produção. Preferem arriscar a vida por isso. É preciso ter consciência de que a vida é uma só e, se a perdermos, não volta mais. Quem sofre depois é a família”, afirmou o Chefe do Estado.
Chapo condenou igualmente o comportamento de indivíduos que se aproveitam da situação para praticar actos de pilhagem nas residências abandonadas pelas populações deslocadas para locais seguros.
“Quero também condenar aqueles que estão a roubar os bens dos outros. Este não é o momento para entrar nas casas de quem está aqui nos centros, em segurança, e que amanhã quer regressar com vida e encontrar os seus bens”, advertiu, apelando à vigilância comunitária.
No âmbito da sua deslocação à província de Gaza, o estadista sobrevoou zonas severamente afectadas pelas cheias, nomeadamente os distritos de Chókwè, Guijá e Massingir, com o objectivo de avaliar os estragos causados pelas inundações.
Durante o sobrevoo, em Chókwè, o Presidente avistou pelo menos 12 pessoas, entre crianças e adolescentes, isoladas no topo de um autocarro, cercadas por fortes correntes de água e a clamar por socorro.
De imediato, Chapo instruiu a tripulação do helicóptero a aterrar nas proximidades e ordenou a remoção dos bancos da aeronave, de modo a viabilizar o resgate dos cidadãos.
“Não podíamos ignorar aquela situação. Eram pessoas sitiadas há dias, sem comida e sem abrigo. Era nosso dever agir prontamente para salvar vidas”, declarou.
Após a operação de salvamento, já em terra firme, o Presidente dialogou com os resgatados, que relataram ter permanecido cerca de dois dias no topo do autocarro, em condições de extrema vulnerabilidade.
Durante a visita aos centros de acomodação, Chapo fez-se acompanhar pela Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, que prestou assistência às crianças, transmitindo mensagens de conforto às famílias afectadas pelas inundações.
(AIM)
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