Maputo, 17 Jan (AIM) – O governo moçambicano está a reforçar as acções de socorro às populações isoladas pelas cheias, sobretudo nas províncias do centro e sul do país.
A informação foi avançada hoje, na província de Sofala, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que garantiu que o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) continua a resgatar pessoas presas em árvores, residências e zonas inundadas nos distritos afectados.
“O governo está a fazer de tudo para salvar vidas. Estão em curso operações para mobilização de embarcações, tendas e alimentos, com vista a assegurar assistência humanitária às populações atingidas”, afirmou.
Durante uma visita de avaliação aos impactos das cheias, Chapo reiterou o compromisso do Executivo em apoiar as comunidades afectadas e garantir respostas rápidas e eficazes face às calamidades naturais.
O Chefe do Estado voltou a apelar à retirada imediata das zonas propensas a inundações, sublinhando que a época chuvosa ainda está no início e que a preservação da vida deve ser a prioridade.
“Podemos perder bens, animais ou produção agrícola e recuperar mais tarde, mas a vida não tem segunda oportunidade. É fundamental preservar a vida”, disse.
Segundo o Presidente, nos próximos dois meses o país poderá registar precipitação acima do normal, pelo que alertou as populações deslocadas a não regressarem às zonas vulneráveis.
“A época chuvosa só está a começar. Ainda estamos em Janeiro e teremos Fevereiro e Março, com possibilidade de mais chuvas e até ciclones”, advertiu.
Devido ao volume elevado das chuvas no sul e centro do país, o governo decretou, na sexta-feira (16), o alerta vermelho.
Desde o início da época chuvosa e ciclónica, em Outubro de 2025, dados oficiais indicam pelo menos 103 mortos, cerca de 173 mil afectados e mais de cinco mil casas total ou parcialmente inundadas. Várias bacias hidrográficas atingiram igualmente os níveis máximos de armazenamento.
(AIM)
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