Hospital Central de Maputo (HCM). Foto de Carlos Júnior
Maputo, 06 Fev (AIM) – Moçambique e o Japão reforçaram hoje a sua parceria estratégica com a assinatura de novos acordos de cooperação para financiar a construção de infra-estruturas de drenagem na cidade de Nacala e a edificação de uma Unidade Neonatal do Hospital Central de Maputo (HCM), dois projectos considerados estruturantes para o desenvolvimento urbano e o fortalecimento do sistema nacional de saúde.
Falando hoje (06), em Maputo, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, anunciou a revisão em alta do financiamento do Projecto para a Construção de Instalações de Sabo e Drenagem na Cidade de Nacala.
“O Projecto para a Construção de Instalações de Sabo e Drenagem na Cidade de Nacala, inicialmente orçado em 20.754.288,00 dólares norte americanos, foi revisto em alta, 21.811.459,00 dólares norte americanos”, anunciou.
Na mesma ocasião, a governante informou que o financiamento para a construção da Unidade Neonatal do HCM também foi aumentado.
“O projecto de construção da unidade Neonatal no Hospital Central de Maputo conheceu um aumento dos 19.372.830,00 dólares americanos para 21.013.716,00 dólares americanos.”
Segundo Maria Lucas, os acordos assinados reflectem a solidez das relações entre os dois países.
“Este acto simboliza o excelente nível das relações bilaterais entre a República de Moçambique e o Japão, que evoluíram para uma verdadeira parceria estratégica, baseada na confiança mútua, na previsibilidade e numa visão comum de desenvolvimento sustentável, inclusivo e orientado para resultados.”
A ministra sublinhou ainda que os projectos estão alinhados com as prioridades do Governo moçambicano.
“Os projectos que hoje formalizamos estão em consonância com as prioridades do Governo de Moçambique, e vêm reforçar a promoção das políticas que colocam o povo moçambicano no centro das atenções e da acção governativa com vista ao alcance de uma vida saudável e com dignidade.”
Maria Lucas reiterou o compromisso do Executivo em garantir uma implementação rigorosa e transparente das iniciativas.
“Cada centavo empregue nestes empreendimentos, será respeitado e valorizado.”
Na sua intervenção, a ministra manifestou também o reconhecimento do Governo e do povo moçambicano ao Japão pelo apoio humanitário prestado às populações afectadas pelas recentes cheias e inundações.
“Saberemos ser dignos deste gesto humanitário sem precedentes.”
Por seu turno, o representante residente da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), Otsuka Kazuki, explicou que o Projecto de Construção de Instalações de Sabo e Drenagem em Nacala será financiado através de uma subvenção de até 3,363 mil milhões de Ienes Japoneses (cerca de 21,419,000 dólares americanos) e visa mitigar os impactos de desastres associados a sedimentos e à erosão.
“Trata-se de um investimento essencial para fortalecer a resiliência urbana numa cidade estratégica para a economia nacional e regional”, frisou.
Otsuka Kazuki destacou igualmente a importância do projecto da Unidade Neonatal do Hospital Central de Maputo, enquadrando-o no compromisso contínuo da JICA com o desenvolvimento humano.
“O financiamento adicional, no montante de 253 milhões de ienes japoneses (cerca de 1,612,000 dólares americanos), permitirá ultrapassar desafios como a degradação da actual infra-estrutura, a escassez de equipamento médico e a necessidade de melhorar o ambiente de atendimento a mulheres grávidas e recém-nascidos”, disse.
Entretanto, o edil de Nacala, Faruk Momade, considerou o projecto de drenagem “muito bom para o município”, sublinhando que a iniciativa vai contribuir para a melhoria da drenagem urbana e para a redução dos impactos das cheias que ciclicamente afectam a cidade.
Segundo explicou, as obras deverão arrancar entre Junho e Agosto de 2026, após a conclusão dos concursos para a contratação de consultores e empreiteiros.
Faruk Momade acrescentou que a intervenção terá “um impacto enorme, trazendo brilho à cidade e atraindo investidores para a zona baixa de Nacala”.
Já o director de Planificação e Cooperação do Ministério da Saúde (MISAU), José Manuel, esclareceu que a construção da Unidade Neonatal se encontra numa fase inicial e irá dispor de berçários, salas de parto e cirurgia, cuidados intensivos, laboratórios e equipamento médico de ponta.
O responsável destacou que a proximidade da nova unidade com o serviço de maternidade permitirá um atendimento imediato aos recém-nascidos, contribuindo para a redução da mortalidade neonatal no país.
“Prevê-se que, até 2027, esta infra-estrutura esteja pronta para servir a nossa população, reforçando a capacidade de prestação de cuidados especializados”, afirmou.
(AIM)
SNN/sg
