Agua rural. Fontanario na Provincia de Manica. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 09 Fev – O presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Édson Macuácua, anunciou hoje (09), em Maputo, que o processo iniciado em 2025 vai, a partir de Março, ser levado às localidades e postos administrativos de todo o país, garantindo maior participação da população, sobretudo das zonas rurais.
“Durante os meses de Março, Abril e Maio, o Diálogo Nacional Inclusivo vai deslocar-se para os postos administrativos e localidades, de modo que o processo seja mais inclusivo, representativo e tenha maior legitimidade”, explicou Macuácua, destacando a iniciativa de ruralização do diálogo como forma de dar voz às comunidades rurais.
Segundo o dirigente, o Diálogo Nacional Inclusivo registou um elevado nível de participação da sociedade civil e consolidou-se como uma plataforma de exercício da cidadania, da democracia e da coesão nacional.
“Hoje, o Diálogo Nacional Inclusivo é um espaço de reconciliação, paz e renovação do contrato de confiança entre os cidadãos e a esfera pública”, acrescentou.
Macuácua destacou que, em 2025, foram realizadas auscultações em todas as províncias e na diáspora, mesas redondas com académicos, líderes religiosos, actores políticos e representantes do sector privado, bem como eventos promovidos pela sociedade civil, incluindo grupos de mulheres, jovens e pessoas com necessidades especiais.
“O envolvimento da sociedade civil e a participação de todos os partidos políticos reforçaram a inclusão e a legitimidade do diálogo”, sublinhou.
O dirigente explicou que o processo permitiu a recolha de propostas individuais e colectivas, promovendo um debate abrangente sobre questões estruturantes do país, e que estas contribuições constituem a base para a elaboração de propostas concretas.
Para 2026, além da descentralização para os postos administrativos, a Comissão Técnica planeia alargar as mesas redondas às capitais provinciais, garantindo que académicos, líderes locais e a população em geral possam apresentar as suas ideias sobre o futuro de Moçambique.
“Queremos que todo o país tenha a oportunidade de participar e contribuir para o processo, enriquecendo as propostas que serão sistematizadas e debatidas posteriormente”, reforçou.
O exercício das auscultações será concluído no primeiro semestre do ano, seguindo-se a sistematização das contribuições e a articulação de propostas concretas, que serão submetidas a um novo escrutínio público.
Macuácua apelou ainda à participação activa da imprensa, incentivando os jornalistas a acompanharem as sessões nos postos administrativos e localidades, de forma a garantir maior visibilidade, transparência e envolvimento da população.
“A comunicação social tem desempenhado um papel positivo e fundamental no fortalecimento do Diálogo Nacional Inclusivo”, concluiu.
(AIM)
SNN/sg
