Mosquito causador da malária
Maputo, 17 Fev (AIM) – O número de óbitos por malária em Moçambique reduziu 38 por cento nas primeiras seis semanas epidemiológicas de 2026, apesar do aumento significativo de casos registados no mesmo período, anunciou hoje, em Maputo, o director-geral de Saúde Pública, Quinhas Fernandes.
Segundo os dados apresentados, o país registou 49 mortes neste período, contra 79 no mesmo intervalo de 2025.
Entretanto, o número de casos aumentou 55 por cento, passando de 876 mil nas primeiras seis semanas de 2025 para mais de 1,3 milhões no mesmo período deste ano.
“Quase todas as províncias registaram incremento de casos, com excepção de Cabo Delgado, que apresentou uma redução na ordem de 40 por cento”, disse.
De acordo com Fernandes, o agravamento da incidência ocorre numa altura em que o país atravessa a época chuvosa, quente e ciclónica, período em que historicamente se verifica o pico da doença, sobretudo nas regiões centro e norte, embora o sul também esteja a registar casos.
“No contexto das recentes cheias, o sector da saúde criou 59 postos de saúde em centros de acomodação para assegurar a continuidade dos serviços. Actualmente, 17 permanecem em funcionamento, acompanhando o encerramento gradual dos centros”, referiu.
Acrescentou que “Nestes postos, cerca de 1.200 pessoas foram diagnosticadas e tratadas por malária, sendo esta uma das principais causas de procura de cuidados, logo a seguir às infecções respiratórias agudas.”
Como parte das medidas de resposta imediata, foram distribuídas pouco mais de 26 mil redes mosquiteiras, de um total planificado de cerca de 40 mil.
Deste número, mais de 17 mil foram entregues na província de Gaza, mais de três mil na cidade de Maputo e mais de quatro mil na província de Maputo.
“Para reforçar a prevenção, o sector realizou pulverização intra-domiciliária em 728 compartimentos nos centros de acomodação”, acrescentou.
O Ministério da Saúde decidiu ainda antecipar a campanha de distribuição universal de redes mosquiteiras, inicialmente prevista para Agosto, para o período entre Abril e Junho do corrente ano, devendo abranger as províncias de Gaza e Inhambane.
Está igualmente programada a pulverização intra-domiciliária em seis distritos da província de Maputo e em 11 distritos de Gaza, bem como a aplicação de larvicidas em seis distritos de Maputo e em 11 distritos de Gaza, abrangendo 58 bairros identificados como de risco.
“Para esta campanha, prevê-se a distribuição de cerca de 865 mil redes mosquiteiras em Gaza e 941 mil em Inhambane, números que poderão sofrer ajustes após o levantamento final das necessidades”, disse.
Fernandes reiterou o apelo ao uso correcto e diário da rede mosquiteira, à procura imediata de cuidados médicos em caso de febre e ao reforço das medidas preventivas, sublinhando que a comunicação social é parceira fundamental na divulgação de informação correcta para reduzir o impacto da doença.
(AIM)
SNN/sg
