Mosquito causador da malária
Maputo, 21 Abr (AIM) – O Conselho Municipal de Maputo (CMCM) anunciou uma redução de cerca de 40 por cento dos casos de malária e de 78 por cento dos óbitos, até à semana epidemiológica 15 de 2026, em comparação com igual período de 2025.
De acordo com os dados, foram notificados 6.831 casos e dois óbitos, contra 11.335 casos e nove óbitos registados no mesmo período do ano passado.
A informação foi partilhada pela vereadora da Saúde e Qualidade de Vida no CMCM, Alice de Abreu, que destacou igualmente a tendência de redução observada nas últimas semanas.
“Até à semana epidemiológica 15 foram notificados 6.831 casos com 2 óbitos contra 11.335 casos com 9 óbitos no mesmo período de 2025, o que representa de forma positiva uma redução de cerca de 40 por cento dos casos e 78 por cento dos óbitos”, referiu.
Segundo os dados apresentados, na semana epidemiológica 5 foram registados 171 casos em 2026, contra 600 no período homólogo de 2025, o que corresponde a uma redução de 72 por cento.
Apesar da tendência de queda, as autoridades municipais consideram que a malária continua a ser um desafio de saúde pública, com maior incidência nos distritos municipais de Ka Mavota e Ka Mubukwana.
“A maior preocupação centra-se nos distritos de Ka Mavota, com um cumulativo de 2.451 casos, e Ka Mubukwana, com 1.767 casos”, indicou.
O CMCM tem vindo a implementar diversas medidas de controlo, incluindo campanhas de sensibilização comunitária, pulverização intradomiciliária, distribuição de redes mosquiteiras e acções de saneamento do meio.
“Estamos a realizar campanhas de sensibilização a nível das comunidades, com foco para os distritos municipais de Ka Mavota e Ka Mubukwana, que mostraram ambos ter a concentração de 60 por cento do total de casos notificados”, afirmou.
As acções incluem ainda intervenções em escolas e a mobilização de líderes comunitários para reforçar a prevenção.
“Temos realizado palestras educativas a nível das escolas, que abrangem adolescentes e jovens, que é o grupo que representa o maior peso de casos de malária”, disse, acrescentando que “temos trabalhado lado a lado com os secretários de bairro, chefes de quarteirão e outros líderes comunitários”.
No domínio preventivo, destaca-se também a distribuição de redes mosquiteiras a mulheres grávidas e crianças, bem como a pulverização em zonas de maior risco.
“Receberam redes mosquiteiras e, igualmente, foi feita a pulverização nestes locais”, referiu.
As autoridades sublinham ainda o reforço do diagnóstico precoce e do tratamento nas unidades sanitárias.
“Fizeram o reforço do diagnóstico precoce e o tratamento imediato com base na utilização do teste rápido e da terapia combinada”, explicou.
Entre os principais impactos das medidas, o município aponta a redução da pressão sobre os serviços de saúde e a melhoria das condições de vida das populações.
Ainda assim, a vereadora alertou para os riscos caso as intervenções não fossem implementadas.
“Teríamos um aumento significativo do número de óbitos, sobretudo em grupos vulneráveis, a sobrecarga das unidades sanitárias e a perda de produtividade da população”, afirmou.
O CMCM apelou ao reforço contínuo das medidas de prevenção por parte da população.
“Utilização de rede mosquiteira de forma consistente, eliminação de águas paradas e procura imediata da unidade sanitária ao primeiro sinal de febre”, concluiu.
(AIM)
NL/SG
