Centro de Tratamento de Colera. Foto arquivo
Maputo, 12 Mar (AIM) – As autoridades sanitárias da província de Maputo destacaram equipas técnicas para o distrito de Magude com vista à investigação e rastreio do primeiro caso confirmado de cólera, notificado na terça-feira (10) que, entretanto, já foi controlado.
Trata-se de um cidadão do sexo masculino, 23 anos de idade, que deu entrada no Centro de Saúde da Vila-Sede de Magude com sintomas de diarreia e vómitos, tendo permanecido internado durante cinco dias. Exames laboratoriais confirmaram a presença do vibrião colérico.
A informação foi avançada hoje (12) pela directora do Serviço Provincial de Saúde de Maputo, Iolanda Tchamo, em conferência de imprensa, na qual referiu que o paciente já recebeu alta hospitalar e encontra-se em bom estado de saúde, retomando as suas actividades normais.
Segundo explicou, os técnicos de saúde destacados para o distrito estão a trabalhar com a família do paciente e membros da comunidade para identificar o possível histórico de contaminação.
“Esse caso positivo foi encontrado no âmbito da vigilância reforçada que a província está a implementar, em que todos os casos que entram na unidade sanitária com diarreia, mas suspeita de diarreia característica, suspeita de cólera, nós fazemos a testagem rápida para a cólera”, aclarou.
Vincou ainda que, “então, nós não queremos que tenhamos casos despercebidos ou óbitos por cólera, nós não pretendemos isso, por isso é que nós intensificamos a vigilância e conseguimos detectar esse caso positivo que até já tem alta, está bem, não temos mais nenhum caso”.
Apesar da ocorrência, nas últimas três semanas a província tem registado uma redução no número de casos de diarreia, passando de cerca de mil casos em média para aproximadamente 700.
“Fazemos o balanço com os destinos e notamos que, nas últimas três semanas, a província reduziu o número de casos de diarreia em 20 por cento, o número de casos de malária em 23 por cento, portanto, há uma tendência de reduzir-se o número de casos de diarreia, embora tenhamos esse caso positivo, mas não estamos em situação de alarme”, disse.
“Quando olhamos aquilo que é o canal endémico das diarreias e malária, nós estamos na zona de êxito, portanto, não estamos em alerta”, acrescentou.
Entretanto, a dirigente reiterou o apelo à população para o cumprimento das medidas de prevenção da cólera, incluindo a lavagem frequente das mãos, o tratamento ou fervura da água para consumo, a lavagem adequada de alimentos, especialmente frutas e hortaliças, bem como a observância rigorosa das normas de higiene individual e colectiva, sobretudo em locais de aglomeração.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/sg
