Maputo, 09 Abr (AIM) – O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, denunciou hoje a existência de “agendas ocultas” visando desestabilizar Moçambique e assegurou que as autoridades estão atentas e prontas para travar tais acções.
Chapo, que igualmente é Presidente da República, afirmou que é necessário afastar e isolar agentes do neocolonialismo que, a todo o custo, pretendem assaltar o poder para controlar as riquezas existentes no solo moçambicano.
O Chefe de Estado discursava hoje na cidade da Matola, província meridional de Maputo, durante a cerimónia de abertura da V sessão ordinária do Comité Central (CC), órgão deliberativo e hierarquicamente mais elevado no intervalo dos Congressos.
“A cada dia, os incidentes dos antipatriotas são revelados, a sua agenda oculta e de desestabilização é desmascarada e são isolados os agentes do neocolonialismo que, a todo o custo, pretendem assaltar o poder para tomar o controlo das riquezas do país e voltar a oprimir o povo moçambicano”, disse.
Acrescentou que tais agentes pretendem perpetuar a pobreza e o sofrimento dos moçambicanos.
“Mas nós estamos atentos a estas manobras”, afirmou.
Segundo o Presidente, enquanto alguns procuram semear a ilusão do fim da Frelimo felizmente, os moçambicanos, no país e na diáspora, vão compreendendo cada vez mais a realidade sociopolítica, bem como a natureza e as novas formas de actuação dos inimigos do povo.
Chapo afirmou ainda que cresce a confiança dos moçambicanos na Frelimo, sublinhando que o apoio ao partido tende a aumentar.
“Camaradas, cresce o apoio e esperança na Frelimo como o único partido, confirmando o princípio de que a Frelimo é Ainamwixo, ou seja, a Frelimo não tem fim; a Frelimo não acaba porque a Frelimo é o próprio povo moçambicano”, disse.
Enalteceu o papel das organizações sociais da Frelimo, nomeadamente a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), que, segundo afirmou, têm contribuído para frustrar novas tentativas de desestabilização.
Referiu que os agitadores têm como missão apenas provocar convulsões sociais e desordem, usando esses cenários como instrumento para forçar mudanças à margem dos princípios democráticos consagrados na Constituição.
“A combinação de esforços das organizações sociais tem tornado a Frelimo um partido de massas que aglutina as suas fileiras e também a sociedade”, vincou.
O CC é constituído por 249 membros efectivos, dos quais 239 participaram no primeiro dia da V sessão ordinária, que contou igualmente com a presença dos Presidentes honorários e antigos estadistas, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi.
(AIM)
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