Maputo, 15 Mai (AIM) – O cidadão Humberto Sartoni, empresário de nacionalidade italiana e proprietário do complexo residencial “Kaya Kwanga”, na cidade de Maputo, a capital moçambicana, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO.
As circunstâncias da sua morte já estão a ser investigadas pelas autoridades.
O anúncio foi feito pela Direcção-Geral do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), através de um comunicado de imprensa no qual a instituição refere que o finado foi localizado sem sinais vitais durante o processo de rendição dos agentes da Guarda Penitenciária.
Segundo a instituição, “por volta das 08 horas e 30 minutos locais, no acto da rendição, dos agentes da Guarda Penitenciária adstritos ao Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava-BO, deparou-se com o cidadão Humberto Sartoni estatelado no soalho, aparentemente sem sinais vitais”.
Perante a ocorrência, foi accionado o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que realizou diligências de inspecção no local, no quadro das suas competências legais.
“O SERNIC realizou diligências de inspecção ao local, no âmbito das suas competências e prerrogativas, tendo apurado que o mesmo se encontrava sem vida”, lê-se na nota do SERNAP.
Sartoni encontrava-se detido desde 21 de Abril do ano em curso, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes de tráfico, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, fraude fiscal, branqueamento de capitais e outras actividades ilícitas.
A detenção ocorreu na sequência de uma operação conjunta do SERNIC e da Polícia da República de Moçambique (PRM), que incluiu buscas em residências e escritórios associados ao empresário e a outros suspeitos.
Na altura, o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, falou da existência de “fortes indícios” de envolvimento numa rede de crime organizado ligada ao branqueamento de capitais e falsificação documental.
Nos últimos dias, informações tornadas públicas indicavam que o detido se encontrava debilitado, após recusa voluntária de alimentação desde a sua entrada no estabelecimento prisional, facto confirmado pelo SERNAP.
A instituição penitenciária assegurou ainda que a situação foi comunicada à família, ao advogado e ao médico de referência, tendo sido desenvolvidos esforços no sentido de o persuadir a retomar a alimentação.
Conhecido no meio empresarial e político moçambicano, Sartoni estava associado ao complexo “Kaya Kwanga”, na cidade de Maputo, espaço frequentemente ligado a encontros de relevo e a episódios mediáticos no país.
Entretanto, o SERNAP garantiu que continuará a acompanhar o caso até ao apuramento rigoroso das circunstâncias da morte.
“Em virtude do infortúnio, o SERNAP endereça as mais sentidas condolências à família e amigos e fará o acompanhamento para apurar as reais circunstâncias da sua morte”, conclui o comunicado.
Em portugues, kaya kwanga (expressão ronga, língua local falada na província de Maputo) significa “minha casa”.
(AIM)
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