Maputo, 18 Mai (AIM) – A água constitui um activo estratégico da soberania nacional e um elemento central para o desenvolvimento económico, social e ambiental do país, defendeu hoje, em Maputo, o Chefe do Estado, durante o lançamento do PROÁguaS – Compacto Nacional de Segurança Hídrica 2026–2036.
A iniciativa visa orientar investimentos estruturantes no sector das águas ao longo da próxima década.
Segundo o estadista moçambicano, a gestão dos recursos hídricos deve ser tratada como uma prioridade estratégica do Estado moderno.
“A água deixou de ser encarada apenas como um recurso natural. Ela constitui um activo estratégico da soberania, da resiliência climática e do desenvolvimento sustentável das nações”, declarou.
Chapo sublinhou que a água desempenha um papel determinante na economia nacional, influenciando directamente sectores como agricultura, energia, indústria e desenvolvimento urbano.
“A segurança hídrica será um dos grandes factores que determinarão a prosperidade, a estabilidade e a competitividade das nações”, afirmou.
Entre as principais intervenções previstas constam a construção e reabilitação de barragens, expansão de sistemas de abastecimento de água e reforço da monitoria hidrológica em todo o território nacional.
Segundo explicou, estas acções vão permitir transformar a água num verdadeiro motor de desenvolvimento económico e social.
“Queremos transformar a água das chuvas que hoje se perde nos rios e no mar em reservas de esperança, produção e prosperidade para as futuras gerações”, afirmou.
Na ocasião, reconheceu que o país continua a enfrentar desafios no acesso aos serviços de água e saneamento.
“Actualmente, Moçambique apresenta níveis de cobertura de abastecimento de água estimados em cerca de 62,6 por cento, enquanto o saneamento se situa em cerca de 38,2 por cento”, declarou.
Segundo o Chefe do Estado, persistem ainda desigualdades significativas entre zonas urbanas e rurais.
“Nas zonas rurais, a cobertura de saneamento situa-se em cerca de 24,6 por cento, enquanto milhares de famílias continuam expostas à realidade dolorosa e humilhante da defecação a céu aberto”, afirmou.
Com o PROÁguaS, acrescentou, o Governo pretende expandir gradualmente a cobertura nacional de abastecimento de água.
“Pretendemos elevar a cobertura nacional de abastecimento de água para 75 por cento até 2036, sendo 65 por cento nas zonas rurais e 92 por cento nas zonas urbanas”, afirmou.
Segundo o estadista, o Executivo pretende igualmente melhorar os níveis de cobertura de saneamento.
“Pretendemos elevar a cobertura nacional de saneamento para 60 por cento e erradicar progressivamente a defecação a céu aberto em todo o território nacional”, declarou.
No domínio social, o PROÁguaS integra intervenções em escolas e unidades sanitárias, através da instalação e reabilitação de sistemas de água, saneamento e higiene, com impacto directo na saúde pública e nas condições de aprendizagem.
Chapo sublinhou que o acesso à água deve ser entendido como um elemento de dignidade e inclusão.
“Queremos comunidades onde a água deixe de ser um privilégio para passar a ser uma realidade acessível e sustentável para todos”, declarou.
(AIM)
SNN/sg
