Presidente da República, Daniel Chapo, recebe saudação da Polícia da República de Moçambique (PRM) por ocasião dos 51 anos da corporação
Maputo, 18 Mai (AIM) – O Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) e as restantes Forças de Defesa e Segurança (FDS) são chamadas à um combate “sem quartel e nem tréguas” à corrupção, considerando que este fenómeno constitui “um cancro” que afecta há vários anos a sociedade moçambicana”.
“O nosso governo elegeu o combate à corrupção como uma das suas prioridades e, felizmente, os resultados já começaram a aparecer. Como sabem, alguns implicados em casos de corrupção têm sido divulgados pela imprensa, mas há muitos outros que não foram noticiados e estão igualmente a responder por este crime”, declarou.
Chapo falava durante a recepção das Forças de Defesa e Segurança, por ocasião do 51.º aniversário da Polícia da República de Moçambique, assinalado no domingo (17).
Segundo o Chefe do Estado, o governo está satisfeito com os resultados alcançados no combate à corrupção e felicitou as forças e sectores envolvidos nas operações.
“Continuem firmes nesta missão e saibam que têm o nosso total apoio”, afirmou.
Recorrendo a um ditado popular, advertiu que “não adianta lavar a panela por fora, deixando o seu interior sujo”, numa alusão à necessidade de combater a corrupção dentro das próprias instituições do Estado.
O estadista moçambicano enalteceu ainda o papel desempenhado pela PRM e pelas FDS na preservação da estabilidade, segurança e integridade territorial do país.
“Ela é, acima de tudo, a demonstração do elevado sentido de missão com que, diariamente, 24 horas por dia, de segunda a segunda, faça sol ou chuva, os membros da PRM se sacrificam em prol da segurança de todos os residentes no território moçambicano”, disse.
Chapo destacou igualmente o envolvimento das forças de segurança em acções de salvamento e resgate durante as cheias, inundações e ciclones que afectaram o país no início do ano.
“Demonstraram espírito de sacrifício, prontidão e solidariedade, em estreita coordenação com outras instituições do Estado”, afirmou.
Sublinhou ainda a contribuição das FDS no combate ao terrorismo e na reposição da ordem pública durante as manifestações violentas registadas recentemente no país.
As celebrações do 51º aniversário da PRM decorreram sob o lema: “PRM, 51 anos reafirmando o compromisso no combate à criminalidade, terrorismo, sinistralidade rodoviária e corrupção”.
Por seu turno, o comandante-geral da PRM, Joaquim Sive, revelou que, nos primeiros meses deste ano, foram registados 10.052 casos criminais, contra 11.004 no mesmo período do ano passado, representando uma redução de cinco por cento.
Sive referiu ainda que a corporação tem apostado na formação contínua dos seus membros, na humanização da actuação policial e no reforço da ligação com as comunidades.
Contudo, reconheceu que persistem desafios ligados ao crime organizado, incluindo homicídios, tráfico de seres humanos e órgãos, bem como crimes cibernéticos, defendendo maior modernização da actuação policial através do recurso às Tecnologias de Informação e Comunicação.
(AIM)
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