Maputo, 16 DE Junho (AIM) – O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, afirmou que a pena privativa de liberdade deve representar não apenas uma sanção, mas também uma oportunidade de transformação, aprendizagem e reconstrução da vida do cidadão.
Falando na abertura da Feira de Emprego e Exposição das Actividades Produtivas, Saize destacou que a reinserção social dos reclusos é uma responsabilidade colectiva, que ultrapassa o Estado, o Ministério da Justiça e o Serviço Nacional Penitenciário, envolvendo igualmente o sector privado e toda a sociedade.
“O verdadeiro recomeço do cidadão reabilitado não termina dentro do Estabelecimento Penitenciário; ele concretiza-se quando a sociedade lhe estende a mão, oferece uma oportunidade e acredita na sua capacidade de mudança”, afirmou.
Segundo o governante, o envolvimento dos reclusos em actividades produtivas contribui para o desenvolvimento de competências profissionais, disciplina, responsabilidade e valorização do trabalho, factores essenciais para uma reinserção social saudável e sustentável.
“Mais do que ocupar o tempo, o trabalho dignifica, devolve a esperança e prepara o cidadão para uma nova vida”, sublinhou.
O ministro explicou ainda que, ao participar em actividades produtivas, o recluso deixa de ser apenas destinatário de assistência para tornar-se agente activo da sua própria transformação, fortalecendo a auto-estima e criando perspectivas concretas de um futuro melhor.
Mateus Saize reconheceu o papel dos estabelecimentos penitenciários na formação profissional, moral e cívica dos reclusos, mas advertiu que o processo de reinserção só estará completo quando a sociedade acolher o cidadão transformado e lhe permitir reconstruir a sua vida através do trabalho digno.
Por isso, apelou às empresas e instituições para que encarem a contratação de mão-de-obra reclusa e pós-penitenciária como um acto de responsabilidade social, económica e humana.
(AIM)
Paulino Checo/
