Maputo, 21 de Set (AIM) – A escassez de gasolina agitou esta segunda-feira, 21 de Setembro, a cidade de Nampula, onde centenas de operadores de táxi-mota bloquearam, durante a manhã, várias avenidas, estradas e ruas, incluindo a N1, em protesto contra a prolongada falta de combustível nos postos de abastecimento.
A manifestação, que afectou a circulação de pessoas e bens na primeira metade da manhã, acabou por levar os mototaxistas à residência do Governador da Província de Nampula, onde exigiram explicações sobre a crise de abastecimento que, segundo os operadores, se arrasta há cerca de 20 dias.
Perante a concentração dos manifestantes, o Governador saiu ao encontro dos operadores e ouviu as suas reclamações.
Numa breve conversa, pediu contenção e garantiu que iria averiguar a situação, comprometendo-se a procurar uma solução para o problema.
Fontes governamentais asseguram que o abastecimento de combustível deverá ser normalizado até ao próximo sábado, embora, até ao momento, não tenha sido apresentada publicamente uma explicação detalhada sobre as causas da escassez.
A situação terá levado o Governador a reunir, na tarde desta segunda-feira, à porta fechada, com representantes dos operadores de táxi-mota. Até ao momento, não foram divulgadas novas informações sobre os resultados do encontro.
Segundo os manifestantes, a falta de gasolina tem-se agravado nos últimos meses e está a comprometer directamente a actividade dos operadores de táxi-mota, que dependem do combustível para garantir o transporte diário de passageiros e o sustento das suas famílias.
Os operadores alegam ainda que, em algumas bombas, há combustível disponível para determinados utentes, enquanto outros permanecem durante longos períodos nas filas sem conseguir abastecer as suas motorizadas.
A escassez também estará a provocar uma forte subida do preço da gasolina no mercado informal no mercado informal.
Segundo informações recolhidas localmente, meio litro de combustível chega a ser comercializado por 250 meticais, aumentando a pressão sobre os operadores e demais consumidores.
A venda do combustível no mercado paralelo representa um peso adicional para os mototaxistas, cuja actividade depende directamente da disponibilidade e do custo do combustível.
No meio do descontentamento, circulam diferentes versões sobre as possíveis causas da escassez.
Alguns intervenientes apontam para uma alegada manipulação do mercado por operadores informais, enquanto outras informações não confirmadas relacionam a situação com dificuldades de aquisição de combustível por parte das Gasolineiras nas centrais oceânicas de Nacala.
Enquanto aguardam por uma solução, os operadores de táxi-mota mantêm a pressão sobre as autoridades provinciais, exigindo medidas capazes de restabelecer o abastecimento regular de gasolina e permitir o normal funcionamento das suas actividades.
(AIM)
