Maputo, 14 de Out (AIM)- O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quarta-feira uma maior democratização do mercado de capitais em Moçambique, com vista a ampliar o acesso dos cidadãos à propriedade de empresas e à riqueza produzida no país.
Exigiu igualmente o cumprimento da legislação que prevê a participação de investidores nacionais no capital de grandes empreendimentos económicos.
A posição foi expressa em Maputo, durante a cerimónia comemorativa dos 28 anos da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), que ficou igualmente marcada pela admissão à cotação da MECTS, S.A., a primeira empresa abrangida pelo regime das Parcerias Público-Privadas (PPP), Projetos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais a alcançar este marco.
Para Chapo, a abertura do mercado bolsista a um número mais amplo de investidores moçambicanos é fundamental para transformar os cidadãos em participantes diretos na propriedade dos ativos produtivos, ultrapassando o seu papel tradicional de trabalhadores e consumidores.
O Chefe do Estado considera que a admissão da MECTS à bolsa deve marcar o início de uma nova etapa na implementação dos mecanismos legais de participação nacional, num contexto em que, apesar das oportunidades previstas na legislação, apenas uma empresa abrangida pelo regime foi admitida à cotação, 15 anos após a aprovação do quadro legal, segundo os dados apresentados no discurso presidencial.
«Queremos que a admissão da MECTS à Bolsa de Valores de Moçambique represente o ponto de inflexão, ou seja, o ponto de viragem», afirmou Chapo.
Defendeu que a empresa deve ser a primeira, mas não a única, nem a última a entrar no mercado bolsista nacional.
(AIM)
Paulino Checo
