Fauna bravia, elefante africano. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 13 Mai (AIM) – Os elefantes continuam a criar pânico no seio dos residentes do posto administrativo de Chuesa, distrito de Doa, na província central de Tete, o que resultou em três mortos e destruição de várias áreas de cultivo.
Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, alguns camponeses do povoado de Cundane foram unânimes ao afirmar que foram obrigados a retirar seus produtos agrícolas antes do tempo devido às manadas de elefantes.
Por outro lado, afirmaram que, em alguns povoados, os elefantes chegam nas residências para destruir celeiros de milho e mapira, factor que pode agudizar bolsas de fome nos próximos tempos.
“Os elefantes estão a ameaçar, estão a matar aqui em Chuesa, no quilómetro 128, na zona de Cunhane. Os que perderam a vida eram camponeses e estavam nas suas machambas a exercer suas actividades diárias”, lamentou Mateus Isac.
“O que atrai os elefantes nas nossas machambas é a falta de chuva, pois eles vêm comer nas nossas machambas, nós tentamos afugentar batendo batuques e acendemos fogueiras, mas eles voltam e destroem as machambas “Joãozinho Júlio.
Por seu turno, o chefe do posto adjectivo de Chuesa, distrito de Doa em Tete, classifica de preocupante a situação devido ao elevado número de manadas de elefantes que até interditam a circulação de pessoas e bens a partir das 17 horas.
O Administrador de Chuesa, David Lucas garantiu que existem negociações junto de parceiros para a criação de um parque, cotada ou uma reserva.
”Para além dos ataques por elefantes, na zona baixa temos os crocodilos, então não temos um momento sem que haja conflito entre o Homem e animais. Em todo momento eles atacam e estão a criar agitação”, disse Lucas.
Segundo a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) província de Tete, no centro de Moçambique, o conflito Homem-fauna bravia é um problema recorrente, com mortes e ferimentos, especialmente devido a ataques de crocodilos, hipopótamos e elefantes.
Em 2024, 1.498 casos foram reportados, um aumento de 700 casos em relação ao ano de 2023, com as províncias de Gaza (sul), Tete e Manica (centro) a registarem maior incidência.
(AIM)
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