Teste rapido de HIV
Maputo, 13 Mai (AIM) O Departamento de Estado dos EUA instruiu as agências que implementam o Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da SIDA (PEPFAR) para a retoma imediata dos serviços de HIV, apesar da suspensão de ajuda durante os 90 dias, decretado pelos EUA a 01 de Fevereiro último..
O relatório do Gabinete de Prevenção do HIV e SIDA da Assembleia da República (AR) o parlamento moçambicano, apresentado hoje no plenário da AR, explica que se trata de uma “isenção limitada”, com o único propósito de salvar vidas.
Os serviços de tratamento do HIV podem ser retomados, incluindo aconselhamento, testes de HIV, prevenção e tratamento de infecções oportunistas (incluindo tuberculose) serviços laboratoriais e gestão da cadeia de abastecimento médico.
A isenção abrange também a prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho, bem como a profilaxia pré-exposição para mulheres grávidas e lactantes. Os fundos do PEPFAR também podem ser utilizados para “custos administrativos razoáveis necessários para a prestação da assistência”.
Entrando em consideráveis detalhes sobre a “isenção”, a presidente do Gabinete parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV e SIDA, Zainaba Andala, disse que a isenção abrange os testes de carga viral do HIV “que permitem a monitorização do doente para garantir que os medicamentos para tratar o HIV são eficazes”.
O tratamento da tuberculose é coberto, porque “a tuberculose é a maior causa de morte entre as pessoas que vivem com HIV”.
A “isenção limitada” não abrange “actividades que envolvam aborto ou planeamento familiar”, ou “programas de ideologia de género, cirurgia transgénero ou outras actividades que não salvem vidas”.
Os últimos dados disponíveis sobre a epidemia do HIV em Moçambique, fornecidos pelo Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS) mostram que 12,5 por cento dos adultos com mais de 15 anos de idade são seropositivos. A prevalência do HIV é mais elevada entre as mulheres (15 por cento) do que entre os homens da mesma idade.
O grupo mais afectado são as raparigas e as jovens entre os 15 e os 24 anos. Neste grupo populacional, foram registadas 23 mil novas infecções em 2023, o que é três vezes superior ao número de infecções entre os homens da mesma idade.
As estimativas para 2022, indicam que Moçambique tinha então 2,3 milhões de adultos e 150 mil crianças a viver com HIV.
O número estimado de novas infecções por HIV desceu de 130.000 em 2019, para 81.000 em 2023. O número de mortes relacionadas ao HIV também reduziu de 49.000 em 2019, para 44.000 em 2023. O CNCS acredita que, nas últimas duas décadas, foram evitadas 1,7 milhões de novas infecções por HIV e 1,1 milhões de mortes relacionadas ao HIV.
Contribuíram para o efeito, maior acesso aos medicamentos antirretrovirais que prolongam a vida das pessoas seropositivas e à intensificação dos programas de prevenção e testagem.
O Gabinete parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV e SIDA defende que os resultados “reflectem o impacto positivo de políticas públicas consistentes, da expansão da cobertura dos serviços de saúde e da mobilização de recursos nacionais e internacionais”.
(AIM)
Ac/sg
