Negocio de Madeira, Nhamatanda, Sofala. Foto de Ferhat Momade.
Maputo, 24 Fev (AIM) – O Governo fixou a cota de 555 mil metros cúbicos para exploração de madeira por classe de espécies durante o ano corrente, em todas as florestas existentes no território moçambicano.
Actualmente, está em curso o cumprimento do defeso florestal, que deverá encerrar a 31 de Março próximo. O período de proibição de exploração de toda e qualquer madeira florestal iniciou a 01 de Janeiro último.
Falando no habitual briefing à imprensa, minutos após o fim da 5ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz daquele órgão soberano, Inocêncio Impissa, explicou que findo o período de defeso, e para garantir que a exploração florestal se realize dentro dos limites sustentáveis, “impõe-se a fixação de cotas anuais de exploração”.
Dados mais recentes do Inventário Florestal Nacional, realizado em 2018, estimou um total que varia entre 1.684.181 metros cúbicos e 2.121.017 metros cúbicos de todas as espécies de madeira comercial existentes nas florestas moçambicanas.
Cerca de 26 por cento do território moçambicano é coberto por áreas de conservação, que incluem parques nacionais, reservas especiais e florestais, geridas pelo Executivo e parceiros.
Dos 26 por cento, as florestas e formações lenhosas ocupam cerca de 51 por cento, o que corresponde a 40,1 milhões de hectares, sendo que 13 milhões de hectares estão nas áreas protegidas.
A província setentrional de Niassa, a mais extensa do país, possui uma reserva florestal calculada em mais de seis milhões de hectares, seguida pela província central da Zambézia, com 4,1 milhões de hectares.
As províncias, central de Tete, e nortenha de Cabo Delgado, apresentam, respectivamente, 3,3 milhões de hectares, e 3,2 milhões de hectares.
(AIM)
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