Maputo, 17 Abr (AIM) – O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deteve 11 funcionários do Ministério das Finanças, suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção relacionados com a cobrança de comissões ilícitas para a libertação de fundos no âmbito de contratos de empreitada de obras públicas.
Os detidos são acusados de exigir subornos que variavam entre cinco e 10 por cento dos valores desembolsados pelo Estado, condicionando o processamento de pagamentos à satisfação dessas exigências.
Além disso, os suspeitos enfrentam acusações de uso indevido de fundos públicos, bem como de participação em esquemas fraudulentos ligados ao fornecimento de bens e prestação de serviços ao Estado.
De acordo com uma fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR), entidade que tutela o GCCC, decorre neste momento o processo de legalização das detenções junto do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.
Segundo apurou a AIM, os funcionários actuavam em conluio com intermediários, privilegiando a tramitação de pagamentos associados a contratos de maior valor, com vista a maximizar os ganhos ilícitos.
Todos os detidos estavam, à data dos factos, afectos à Direcção Nacional do Tesouro, sendo dois directamente ligados à direcção, seis a diferentes sectores e outros técnicos da área de informática.
No decurso das investigações, o GCCC efectuou igualmente detenções no Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF), envolvendo quadros superiores, incluindo membros do conselho de administração da instituição tutelada pelo Ministério das Finanças.
Os implicados são também suspeitos de envolvimento em práticas de corrupção, pagamento ilícito e desvio de fundos do Estado.
Nas últimas semanas, as autoridades moçambicanas têm intensificado as acções de combate à corrupção, com destaque para a detenção de dirigentes e funcionários de instituições públicas alegadamente envolvidos em práticas ilícitas.
(AIM)
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