Porto de Maputo/ Mozambique
Maputo, 22 Abr (AIM) – A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) anunciou hoje (22) o cumprimento dos compromissos assumidos com o Governo moçambicano, no âmbito da extensão do contrato de concessão, estando em curso investimentos avaliados em cerca de 500 milhões de dólares na primeira fase do processo de expansão da infra-estrutura.
Falando à margem da 9ª Conferência Bi-Anual do Porto de Maputo, sul do país, que decorre sob o lema “Porto de Maputo: Alinhado com o Corredor, a Construir o Futuro”, o director-executivo da MPDC, Osório Lucas, explicou que os projectos em curso incluem a ampliação de vários terminais e a modernização de infra-estruturas estratégicas.
“O nível de conforto que temos é que estamos a cumprir na íntegra aquilo que foram os planos de desenvolvimento, incluindo a expansão do terminal de carga geral, do terminal de contentores e do terminal de carvão na Matola”, afirmou.
Segundo o responsável, a primeira fase dos investimentos decorre entre 2024 e finais de 2027 e deverá permitir consolidar a capacidade operacional do porto.
“Estamos a falar de uma estimativa de cerca de 500 milhões de dólares nestes três a quatro anos, sendo que a expansão do terminal de contentores e do terminal de carvão deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2027”, explicou.
Lucas acrescentou que, no quadro das obras previstas, será igualmente iniciada ainda este ano a reabilitação de cerca de 400 metros de cais, entre os cais 2 e 4, bem como o lançamento de um concurso para a realização de estudos visando o aprofundamento do canal de acesso ao porto.
Apesar da instabilidade internacional, o responsável reconheceu que o conflito no Médio Oriente já começa a ter reflexos na actividade portuária, ainda que de forma limitada.
“Ainda que reduzidos, os impactos fazem-se sentir sobretudo no aumento do custo de frete dos navios, influenciado pelo preço dos combustíveis, e em alguns atrasos no manuseamento de navios de carga geral”, disse.
Segundo Lucas, os atrasos resultam, em parte, de dificuldades no abastecimento de combustível para camiões responsáveis pelo transporte de mercadorias do porto para os armazéns.
“De uma forma geral ainda não percebemos um impacto muito grande, mas estamos atentos e a desenhar planos de contingência para responder a eventuais impactos”, acrescentou.
Ainda assim, o director-executivo assegurou que o desempenho do porto continua positivo e que os accionistas mantêm o compromisso com os investimentos previstos.
“Temos a confirmação dos nossos accionistas de que o plano de investimento vai continuar, independentemente do cenário que se faz sentir agora no Médio Oriente”, afirmou.
No âmbito do reforço da capacidade operacional, o porto deverá receber ainda este ano duas novas gruas móveis adquiridas ao fabricante Liebherr, avaliadas em cerca de 13 milhões de dólares.
“As gruas chegam no terceiro trimestre, entre Julho e Setembro. Cada uma tem capacidade de 65 toneladas e permitirá manusear cerca de 400 toneladas por hora, o que vai acelerar significativamente o nosso crescimento”, explicou.
(AIM)
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