Maputo, 11 Set (AIM) – O Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim Imede, defende a necessidade de encontrar soluções para reduzir a pressão sobre as unidades sanitárias, sobretudo as que recebem pacientes provenientes de diferentes pontos da província e do país.
“Então, temos que encontrar formas de equilibrar em tempo real e não estar à espera de desenhar políticas, porque o mais importante é atendermos a população”, afirmou Imede, hoje, durante uma visita de trabalho ao Distrito Municipal KaMubukwana, no âmbito da Governação Aberta e Descentralizada.
Imede explicou que a visita ao Centro de Saúde de Zimpeto permitiu observar directamente as condições de trabalho dos profissionais e compreender os desafios enfrentados diariamente no atendimento à população.
Segundo o dirigente, é igualmente importante perceber a proveniência dos pacientes que procuram aquela unidade, tendo em conta que a sua capacidade foi dimensionada para atender determinado número de utentes, mas a procura inclui pessoas oriundas de outros pontos da província e do país.
Apontou, a título de exemplo, a pressão registada no atendimento de pacientes provenientes de bairros de Marracuene, entre outras zonas, situação que, segundo explicou, acaba por dificultar o funcionamento regular da unidade e contribuir para queixas dos utentes sobre a qualidade do atendimento.
Imede referiu que a pressão sobre os serviços também se verifica no Hospital Geral de Mavalane, onde se registou elevada procura de atendimento por pessoas com situações de acidente vascular, tendo parte dos serviços sido encaminhada para o Centro de Saúde de Albazine.
Contudo, observou que a transferência de serviços não eliminou a pressão, uma vez que o Centro de Saúde de Albazine continua a receber um número elevado de pacientes, situação que também se reflecte na procura pelos serviços de fisioterapia.
“A nossa presença aqui é para ver que desafios é que vocês têm, para encontrarmos soluções imediatas”, disse, defendendo a necessidade de responder aos constrangimentos à medida que estes se manifestam, sem esperar apenas pela definição de novas políticas.
Entre os problemas constatados, mencionou também questões relacionadas com o acondicionamento de medicamentos, observando que alguns são empacotados em saquetas que “não são apropriadas”.
“Todos esses desafios nós queremos ultrapassar”, afirmou Imede, sublinhando a importância de acompanhar directamente as condições existentes nas unidades sanitárias.
“Então, temos que estar aqui no terreno para ver e não estar a ouvir. Essa é a nossa visita e queremos encorajar, porque sabemos que realizam o vosso trabalho em condições extremamente difíceis”, disse.
No contacto com os utentes do Centro de Saúde de Zimpeto, Margarida Tamele manifestou preocupação com o tempo de espera para o atendimento, apontando a demora como um dos principais constrangimentos enfrentados pelos pacientes que procuram os serviços da unidade.
Também chamou atenção para a falta de alguns medicamentos.
“Outra dificuldade com a qual nos deparamos é a falta de alguns medicamentos”, disse.
A visita ao Distrito Municipal KaMubukwana enquadra-se na avaliação e monitoria do grau de cumprimento das acções prioritárias previstas para o primeiro semestre de 2026, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029.
(AIM)
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