Maputo, 17 Set (AIM) – O Presidente do Conselho Municipal de Maputo (CMM), Rasaque Manhique, aponta a necessidade de uma transição organizada, responsável e inclusiva na implementação do sistema de transporte rápido por autocarro (BRT), de modo a assegurar o envolvimento dos actuais profissionais do sector no futuro modelo de mobilidade da capital.
“A transformação do sistema deve ser acompanhada por uma transição organizada, responsável e inclusiva”, afirmou Manhique hoje, em Maputo, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção do BRT.
O edil referia-se aos transportadores, operadores dos transportes semi-colectivos, motoristas, cobradores e outros profissionais que actualmente asseguram a mobilidade na cidade, considerando que estes fazem parte da história do transporte da capital e devem igualmente fazer parte do seu futuro.
Segundo Manhique, a introdução do BRT deve ser acompanhada pela criação de condições para que os profissionais do sector possam adaptar-se às mudanças, melhorar as suas competências e continuar a desempenhar o seu papel no sistema de mobilidade.
“Modernizar não significa excluir. Modernizar significa também organizar, capacitar, integrar, criar melhores condições para quem transporta e, sobretudo, para quem é transportado”, sublinhou.
Manhique considera que o BRT constitui uma oportunidade para reorganizar, modernizar e qualificar o transporte colectivo, mas adverte que o novo sistema deverá funcionar de forma articulada com os restantes meios de transporte.
“O BRT, por si só, não vai resolver todos os desafios de mobilidade”, afirmou, defendendo a articulação com os autocarros convencionais, transportes semi-colectivos, transporte ferroviário, táxis e outros modos de transporte.
Por seu turno, o Director da Divisão do Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, destacou a necessidade de o novo sistema responder às necessidades concretas dos cidadãos, através de um serviço seguro, pontual e acessível.
“Eles vão julgar todos nós não pelos contratos, mas pelo autocarro que chega a horas, com segurança e a uma tarifa que possam pagar”, afirmou.
Sissoko acrescentou que a melhoria da mobilidade deverá reduzir os tempos de deslocação, ampliar o acesso aos centros económicos e aproximar trabalhadores de oportunidades de emprego.
O projecto é concebido para melhorar a mobilidade e acessibilidade na área metropolitana de Maputo, prevendo-se que, quando estiver plenamente operacional, os seis serviços do BRT transportem cerca de 124 mil passageiros por dia.
(AIM)
SNN/pc
