Antigo presidente da República, Joaquim Chissano
Maputo, 04 Fev (AIM) – O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, considera que, volvidos 55 após a morte do nacionalista Eduardo Mondlane, Moçambique tem vindo a registar um desenvolvimento assinalável nos vários sectores de actividade.
Reconhece, porém, que ainda persistem muitos desafios, a maioria dos quais impostos pelo crescimento. “Ainda temos atrasos em várias actividades, mas, com o crescimento, temos novas exigências. É preciso encontrar formas [de responder aos atrasos] ”, disse Chissano este sábado, em Maputo, num breve contacto mantido com a imprensa, à margem das cerimónias alusivas ao Dia dos Heróis Moçambicanos.
Segundo Chissano, entre as causa do retrocesso do país também estão as guerras e eventos extremos que o país teve que enfrentar após a independência nacional.
“O atraso que o colonialismo deixou, a intervenção dos regimes racistas, causaram uma guerra de desestabilização, causaram uma guerra a seguir à independência e, a partir daí, vemos outras facetas como as calamidades naturais. Há também o crescimento da população, que nos impôs novos desafios e nos levou para trás. Estamos atrás em muitas coisas”, referiu.
Apesar de tudo, disse estar satisfeito, “porque estamos a resolver (os problemas) e estamos a crescer”.
Por sua vez, a Presidente da Assembleia da República (AR), o parlamento, Esperança Bias, considerou que a data é um momento para os moçambicanos reflectirem a fim de trabalhar “para o bem-estar dos próprios moçambicanos.”
“O 03 de Fevereiro é o dia em que homenageamos Eduardo Mondlane e os heróis moçambicanos. É um dia de reflexão para todos nós, de continuarmos a trabalhar para o bem-estar dos moçambicanos e para o desenvolvimento da nossa pátria”, referiu.
Sublinhou que os heróis nacionais são eternizados “trabalhando, consolidando as nossas conquistas, valorizando os trabalhos dos moçambicanos”, e não só “é trabalhar para ter um país onde a corrupção não existe, país cada vez mais transparente, país em que não haja terrorismo, país em que os moçambicanos possam circular dentro da sua aldeia livremente”.
A ideia é corroborada pelo Secretário Geral da Frelimo, Roque Silva, para quem a data representa o progresso da pátria moçambicana.
“É uma data de compromissos moçambicanos no sentido de fazer com que a razão pela qual Mondlane morreu, os heróis que hoje recordamos, fosse continuada, mas o objectivo fundamental é a criação do bem-estar dos moçambicanos. Temos de continuar a trabalhar pela unidade nacional e pelo progresso da nossa pátria”, apontou.
O Dia dos Heróis é uma data instituída em homenagem (imortalizar) ao primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane, bem como a todos envolvidos na luta de Libertação Nacional.
(AIM)
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