Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias. Foto arquivo
Maputo, 23 Jul (AIM) – A presidente da Assembleia da República de Moçambique (AR), Esperança Bias, defende que a democracia e o Estado de direito são indissociáveis nos processos de construção das nações e do desenvolvimento sócio-económico, com vista ao bem-estar dos povos.
Explica que ao promover a democracia e o Estado de direito, os países, incluindo Moçambique, fortalecem a sua construção e o desenvolvimento no seu todo.
A presidente da AR falava durante a XIII Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) que teve lugar hoje (23) em Maputo, sob o lema: “Promoção da Democracia e do Estado de Direito dos Países da CPLP”.
“A promoção da democracia e do Estado de direito têm sido a base do fortalecimento da construção do nosso país”, afirmou.
O Estado moçambicano funda-se a 25 de Junho de 1975, com a proclamação da Independência Nacional, e com a entrada em vigor, na mesma data, da primeira Constituição da então República Popular de Moçambique.
No âmbito da contínua consolidação da democracia, Moçambique celebra, no presente ano, os 30 anos de parlamento multipartidário, sublinhando que foi em 1990 que o país teve nova Constituição que culminou em 1994 com a realização das primeiras eleições gerais.
“Para o efeito, procedemos no ano passado ao lançamento da efeméride, sob o lema Assembleia da República – 30 Anos Consolidando a Democracia Multipartidária – e ao longo das celebrações, temos estado a reflectir sobre o percurso que fizemos e os desafios que ainda temos pela frente”, vincou.
A democracia, segundo Bias, é uma matéria inacabada, que deve ser construída no dia-a-dia, por toda a sociedade, por isso, “somos todos encorajados a trabalhar arduamente na promoção e preservação da democracia e do Estado de direito”.
Por seu turno, discursando de cada vez, na reunião, os presidentes das Assembleias Nacionais de Angola, Portugal e Guiné-Bissau, ressaltaram a consolidação da democracia e o respeito pelas instituições democráticas.
O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Simões Pereira, afirmou que a democracia não pode estar em coma, nem sequer induzida, condenada à morte, caso prevaleça a omissão da função e cuidados de quem deve, por direito, oferecer.
“Na nossa sociedade civil, os cidadãos são vítimas de violência permanente, de mutilação dos seus direitos e liberdades fundamentais, e o parlamento foi vítima de procedimentos contrários à boa prática democrática”, disse.
Num outro desenvolvimento, o presidente do parlamento português, José Pedro, disse que a democracia nunca pode ser tida como um dado adquirido por ser frágil e a sua implementação é bastante difícil, sobretudo para os políticos.
“Este é um trabalho de quem governa e quem está na oposição. Este é um trabalho de todos os cidadãos”, afirmou Pedro.
Para o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional de Angola, Américo Cuononoca, as entidades legislativas e instâncias de fiscalização, dentro da lógica de separação de poderes, “devem lutar com acutilância para contribuir para a consolidação do Estado de direito das garantias fundamentais, das liberdades individuais e de todo o sistema democrático nos diferentes países da CPLP”.
A reunião ficou corporizada por sessões das comissões especializadas, reuniões das redes das mulheres e dos jovens parlamentares, bem como do encontro dos presidentes dos grupos nacionais junto à CPLP.
A realização da XIII sessão ordinária da AP-CPLP em Moçambique reforçou o compromisso da CPLP em valores e princípios democráticos, assim como a sua dedicação em fortalecer a cooperação e integração entre si.
Participaram na XIII AP-CPLP, todos os países membros da CPLP.
(AIM)
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