Presidente da Republica reúne-se com a Associação dos Bancos Comerciais
Maputo, 20 Fev (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se hoje (20), em Maputo, com a Associação dos Bancos Comerciais, para avaliar e anunciar medidas imediatas para a recuperação económica das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) afectadas pelas manifestações violentas pós-eleições que culminaram com a vandalização e destruição de várias empresas.
“Em relação a este momento que estamos a atravessar, a primeira medida que está relacionada com a reestruturação das dívidas das PMEs, mediante a comunicação, para nós é muito importante, relacionada com o reescalonamento da dívida, a questão de alargamento dos prazos é bastante importante para nossa economia, como disseram muito bem aqui “isso vai permitir assegurar os empregos, tem impacto não só económico, mas social para a nossa sociedade e economia”, referiu Chapo.
Do rol das empresas afectadas pelas manifestações violentas, consta que algumas contraíram empréstimos bancários e outras não tinham contraído dívidas, mas foram afectadas pelos protestos pós-eleitoral.
A outra medida anunciada hoje (20), pelo Presidente da República, é a abertura de linhas de crédito bonificado para empresas que sofreram com a vandalização mas sem dívida.
“Também queremos concordar plenamente, os juros, cerca de 15% por ano, pensamos que está muito bem pensado para às novas acções, e a ser implementado vai aumentar o crédito a economia “, disse.
Segundo Daniel Chapo, o governo vai sentar com parceiros de desenvolvimento do país para encontrar critérios de disponibilização e uso desses recursos financeiros.
Não só, o executivo pretende igualmente aplicar os fundos de garantia mutuária para alavancar a economia.
Por outro lado, manifestou a sua satisfação pelo empenho da Associação dos Bancos Comerciais ao trazer medidas pontuais.
“Esto muito satisfeito, eu prefiro duas ou três medidas fortes que vão recuperar a nossa economia, sobretudo a saúde financeira dos nossos empresários do que ter cerca de 10, 15 ,20 medidas que não funcionam “.
Explicou que a missão do governo é trabalhar para estabilizar o país em termos sociais, políticos e económicos.
(AIM)
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