Chapo lança projecto de construção de Cidade Petroquímica Nacional
Maputo, 17 Abr (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou hoje o Projecto de Construção da Cidade Petroquímica Nacional”, um empreendimento bilionário, que vai ser instalado no povoado de Mavanza, distrito de Vilankulo, província meridional de Inhambane, em Moçambique.
Após a sua conclusão, o empreendimento visa impulsionar o desenvolvimento industrial, criar emprego e dinamizar a economia nacional.
Orçado em cerca de dois mil milhões de dólares, a ser desenvolvido pela empresa chinesa Phoenix International Group, com sede em Hong Kong, o projecto deverá terminar em 2028, e terá uma capacidade para produzir mais de um milhão de toneladas de produtos petroquímicos por ano
O projecto inclui área residencial, com escolas para os filhos dos trabalhadores, hospitais com tecnologia de ponta e centros comerciais.
A infra-estrutura incluirá centrais térmicas, terminais marítimos, estações de tratamento, unidades de produção de todos polímeros termoplásticos, PVC, PE e PP.
Falando durante o evento, Chapo explicou que a iniciativa compreende três linhas industriais, nomeadamente, petroquímica, cloro-alcalina e fertilizantes, suportadas por tecnologias de ponta, com elevados padrões ambientais internacionais.
Com mais de 200 quilómetros quadrados de salinas e uma produção anual projectada de 1.000.000 de toneladas de sal vegetal, o projecto, segundo Chapo, integra também a exploração e transformação de recursos naturais.
Sublinhou que os produtos petroquímicos terão um peso de cerca de 1.150 mil milhões de dólares do Produto Interno Bruto, como consequência do aumento das exportações, sobretudo de amoníaco, ureia, cloro, fertilizantes, e sal vegetal industrial.
“São produtos de grande valor que irão alavancar a indústria, agricultura, e outros sectores importantes da nossa economia”, disse, Chapo, acrescentando de seguida que a instalação da refinaria vai dinamizar os sectores petroquímico, logístico e energético do país, com impacto no comércio regional e internacional.
Industrialmente, Chapo afirmou que o projecto actua como catalisador da diversificação produtiva e criação de cadeias de valor, afirmando Moçambique como referência na indústria petroquímica em África.
O Chefe do Estado revelou que serão criados cerca de 4.300 empregos directos e 5.000 indirectos, alguns deles já estão a trabalhar no projecto.
“Já começaram a trabalhar nestas máquinas aqui presentes e, de certeza absoluta, daqui a alguns dias mais moçambicanos estarão aqui a trabalhar e nós temos certeza absoluta que estes moçambicanos vão falar mandarim, e pelo que vimos aqui, estes chineses vão falar xitswa, sem problemas nenhuns”, disse.
Xitswa é uma língua local falada sobretudo em Inhambane.
Aliás, o projecto, de acordo com Chapo, irá promover a formação técnico-profissional dos jovens de Mavanza, para ocupar os postos de emprego de mais alto nível na fábrica, nos próximos anos, logo que começar a funcionar.
Por isso, o estadista moçambicano revelou igualmente que cerca de 100 jovens obterão imediatamente, bolsas de estudo no exterior, para que regressem, daqui a quatro, cinco anos, e assumirem cargos de direcção e chefia na cidade petroquímica.
Por seu turno, o representante da Phoenix Internacional Group, Lu Li, acredita que o projecto responde ao compromisso do Presidente da República de promover a habitação em massa, e desenvolver o país.
“Hoje, mais uma vez, nós vamos presenciar o lançamento do projecto que é a construção da cidade petroquímica nacional e, este é um projecto de jovens para jovens”, disse Lu.
Há duas semanas, Chapo lançou um projecto habitacional para a construção de 6.000 apartamentos no bairro Costa do Sol, cidade de Maputo. Também orçado em cerca de dois mil milhões de dólares.
Destinadas a jovens moçambicanos, a construção dos apartamentos será financiada pelo Phoenix International Group.
(AIM)
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