Teste rapido de HIV
Chimoio (Moçambique), 27 Ago (AIM) – Os deputados da Assembleia da República (AR), parlamento moçambicano, defendem a adopção de mecanismos correctos para aliviar o sofrimento da população, na sequência do corte de apoios externos ao sector de saúde, particularmente, e em áreas ligadas à prevenção e combate ao HIV/Sida, na província central de Manica, e em Moçambique, em geral.
As organizações que combatem o HIV/Sida deverão encontrar mecanismos internos face ao corte de financiamento que tem estado a comprometer a continuidade de algumas actividades nas comunidades.
Os deputados lançaram este desafio, recentemente, na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, depois de visitarem o gabinete provincial de Combate ao HIV/Sida e encontro com algumas associações que trabalham nas comunidades em acções de prevenção e mitigação da doença.
O relator do gabinete parlamentar de combate ao HIV/Sida, na AR, Leonel Namuquita referiu que a solução para este problema passa pelo envolvimento de todos os actores da sociedade na busca de respostas concretas para mitigar à doença.
Muitas organizações dependem de ajuda internacional para a execução das suas actividades, o que faz com que cada um dos intervenientes deste sector passe a trabalhar com os meios disponíveis para evitar mortes por HIV/sida.
“As organizações mostraram que, de facto, estão a passar por várias dificuldades, devido ao corte de apoios pelas organizações internacionais. A solução é mesmo encontras algumas formas internas e com os meios de que dispomos. É o momento de nós reerguermos e reafirmarmos como um povo e trazer soluções. Queremos que nada seja perdido”, referiu Namuquita.
“O problema não é apenas de saúde. É um problema de todos nós. Por isso, é importante que estejamos envolvidos e tenhamos soluções internas no sentido de continuar a consolidar e garantir que todos os pacientes façam o tratamento. Outros também deverão ser sensibilizados a fazer o teste e, eventualmente, entrar para o tratamento”, acrescentou.
Segundo Namuquita, o governo também está a fazer o esforço no sentido de encontrar mecanismos para solucionar o problema.
Disse ter a certeza de que no Plano Económico e Social, o governo de Moçambique tem consciência deste problema e está a fazer esforços com vista a encontrar alternativas com o objectivo de salvar vidas.
“A ideia é que os programas de assistência às comunidades prevaleçam em benefício da população. Estas actividades devem ser garantidas em todo o território nacional. Referimo-nos os consumíveis, os medicamentos e a sensibilização a vários níveis. Queremos que, até no ano 2030, o HIV/Sida não seja um problema de saúde pública”, vincou.
O encontro com as organizações que trabalham com o HIV/Sida teve como o principal objectivo fiscalizar as acções desenvolvidas e avaliar as condições de funcionamento das instituições envolvidas na prevenção e combate à doença.
Na província de Manica, a taxa de prevalência de HIV/Sida é de 7.9 por cento. Vivem na província de Manica cerca de 160 mil pessoas com HIV.
A taxa de prevalência nos homens situa-se em 7.7 por cento e nas mulheres e de 8 por cento.
Estão em tratamento anti – retroviral um total de 140.000 pessoas.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/dt
