Maputo, 14 Mai (AIM) – O Ministério da Saúde (MISAU) lançou, na manhã desta quarta-feira (14), em Maputo, a 1.ª edição da Lista Nacional de Diagnósticos Essenciais (LNDE), com vista a garantir o acesso universal aos utentes das unidades sanitárias em Moçambique.
Segundo a presidente da Comissão para a Elaboração da Lista de Diagnósticos Essenciais (COELDE), Sandra Loureiro, o lançamento da primeira edição marca o início de uma etapa fundamental para o aprimoramento da qualidade da saúde pública no país.
“Acreditamos que este lançamento fortalecerá a resposta do Sistema Nacional de Saúde e apoiará as políticas públicas voltadas para a melhoria contínua do atendimento, bem como assegurará que os recursos sejam aplicados de forma estratégica para garantir o acesso universal aos diagnósticos essenciais”, anotou.
Loureiro afirmou que a LNDE é resultado de um trabalho colectivo aplicado que visa, entre outros objectivos, seleccionar os testes de acordo com os diferentes níveis de atenção do sistema de saúde, orientar a aquisição, o fornecimento, o diagnóstico, as doações e a produção local desses testes, bem como a sua distribuição, promovendo assim a sua disponibilidade em todos os níveis do sistema de saúde, contribuindo para uma população mais saudável.
Segundo a fonte, a LNDE é apresentada por níveis de atenção de saúde e dividida em três partes sendo a primeira, destinada a ambientes comunitários e unidades de saúde sem laboratórios, a segunda, para unidades de saúde com laboratórios clínicos e a terceira, para laboratórios de Saúde Pública e Especialidade.
Explicou que a LNDE é composta por 146 testes de diagnóstico dos quais, 68 testes de Diagnóstico In Vitro (DIV) usados em cuidados gerais do paciente, para a detecção e diagnóstico de uma ampla gama de condições de doenças, 73 testes de DIV específicos de doenças destinados à detecção, diagnóstico e monitoramento de patologias específicas, 5 categorias de testes destinados à triagem para doações de sangue.
“Nesta lista também estão incluídos 6 testes de DIV gerais, 10 específicos para diagnóstico de doenças em ambientes comunitários e unidades de saúde sem laboratórios, 18 para vigilância e 14 de especialidade”, acrescentou.
Já o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Severin Xylander, disse que o Formulário Nacional de Medicamentos é um guia clínico que orienta a prescrição e dispensação segura e eficaz de medicamentos, promovendo o uso racional e melhorando os resultados dos doentes. Ele padroniza tratamentos e contribui para cuidados de saúde eficientes e com bom custo-benefício.
“Este dia representa, não apenas, o lançamento de dois instrumentos técnicos relevantes, mas também, um avanço concreto para fortalecer o acesso a cuidados de saúde de qualidade para a população moçambicana, resultado do trabalho conjunto. Juntos, aproximamo-nos de um sistema de saúde que é mais forte, mais inteligente e que responde melhor às necessidades de saúde da população”, disse.
(AIM)
SNN/sg
