Chimoio (Moçambique), 24 Set (AIM) – O sector da Saúde na província de Manica, centro de Moçambique, dispõe de medicamentos suficientes para assistir a população até Dezembro próximo.
Trata-se de fármacos doados pelo Banco Mundial e de material médico-cirúrgico oferecido por outros parceiros que apoiam o sector da Saúde naquela parcela do país.
A garantia foi dada pelo gestor do Armazém Intermédio de Medicamentos, em Chimoio, província de Manica, que apelou à população para se manter vigilante e denunciar funcionários envolvidos no roubo e desvio de fármacos, entre outras práticas que atentam contra a boa imagem do sector da Saúde.
Bonifácio Mulausse falava esta quinta-feira (24), tendo apelado à população para reforçar a vigilância, de modo a combater o roubo e desvio de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS).
“A província recebeu quantidade de medicamentos suficiente para os próximos três meses. Estamos a dizer que teremos fármacos até Dezembro. Portanto, queremos apelar à população para se manter vigilante e denunciar aqueles funcionários que estejam envolvidos em roubo ou desvio de medicamentos”, disse Bonifácio Mulausse.
Sem avançar a quantidade recebida, Mulausse disse que as denúncias não devem visar apenas funcionários que desviam medicamentos, mas também aqueles que aconselham os pacientes a adquirir fármacos em farmácias privadas ou noutras fontes.
“Os medicamentos existem nas nossas unidades sanitárias. Por isso, o funcionário não pode dizer ao paciente para ir adquirir medicamentos no sector privado ou noutras fontes. Desencorajamos esse tipo de atitude, porque não abona o sector. Não se pode dizer ao doente para ir comprar medicamentos em instituições privadas, enquanto estes existem nas farmácias públicas”, afirmou.
Mulausse assegurou que todas as unidades sanitárias do sector público naquela província central do país dispõem de medicamentos suficientes para os próximos três meses.
“O país recebeu uma doação de medicamentos proveniente do Banco Mundial. A província de Manica recebeu parte desses medicamentos, que são suficientes até Dezembro. Reconhecemos que, nos últimos meses, tivemos ruptura de stock. Mas, neste momento, está tudo restabelecido. Apelamos aos profissionais de Saúde para que façam uso racional destes fármacos, para o bem da população”, acrescentou Bonifácio Mulausse.
Referiu que a sensibilidade humana poderá contribuir para o uso racional dos fármacos, uma vez que, por vezes, podem existir alguns colegas desonestos que pretendam desviar medicamentos e material médico-cirúrgico.
“Nós não compactuamos com esse comportamento, porque não faz sentido que, depois de abastecermos as unidades sanitárias, apareçam alguns profissionais de Saúde a dizer que não temos medicamentos. Será uma falsa alegação. Esses casos devem ser imediatamente denunciados”, sublinhou.
AIM/Redacção
