Mercado Grossista do Zimpeto. Foto de Carlos Júnior
Nampula, (Moçambique), 19 Mai (AIM) – Residentes na cidade de Nampula, considerada a capital do norte de Moçambique, sugerem que o governo deveria incluir mais produtos, principalmente alimentares, no pacote de isenção do imposto sobre valor acrescentado, (IVA), recentemente aprovado pela Assembleia da República.
Num contacto com donas-de-casa, chefes de família e até comerciantes, a AIM ouviu que medida, ora tornada pública, vai aliviar o alto custo de vida, contudo registam a ausência de produtos da cesta básica, como farinha de milho, arroz, frango e peixe.
Como se sabe a Assembleia da República, aprovou há dias, a prorrogação do, IVA, para três categorias de bens, que incluem transmissões e prestação de serviços até 31 de Dezembro do ano em curso.
Os bens em questão são; o açúcar, óleos alimentares, sabões e toda a cadeia de produção e comercialização, bem como a importação de matérias-primas, equipamentos, peças e componentes destinados às respectivas indústrias.
Os entrevistados também pedem que a informação sobre a prorrogação do IVA, seja amplamente divulgada, bem como os preços dos produtos referidos.
Amina Ibrahimo, dona-de-casa, residente no bairro urbano de Muhaivire, sugere que, tal como se faz em relação a informação sobre a subida ou descida dos preços dos combustíveis, tratamento igual deve ser dado aos produtos alimentares.
“Sempre ouvimos nas notícias informações sobre subida ou descida do preço dos combustíveis, assim todos tomam conhecimento do quanto devem pagar, gostaria que se fizesse o mesmo com esses produtos anunciados”, afirmou.
Já Cristina Alberto, que a AIM encontrou a fazer compras no conhecido mercado do Matadouro, no bairro de Mutauanha, mostrou-se satisfeita pelo anunciado, mas pede mais.
“Além de açúcar, óleo e sabão, acho que o governo deve, também, alistar outros produtos, por exemplo, farinha de milho e arroz, que são muito consumidos pelas famílias”, anotou.
Ussene Constantino é um jovem vendedor ambulante de pescado, que diz ser constantemente pressionado pelos clientes a baixar o preço dos seus produtos, pois dizem que já compram caro outros alimentos.
“Vendo pescado a clientes fixos, de casa em casa e cada dia é uma grande negociação, pois pedem para baixar o preço, um quilo de peixe de primeira custa entre 250/300 meticais, pois dizem que gastam muito dinheiro a comprar farinha e arroz, então o governo devia ver isso”, disse. .
Nas últimas semanas, no mercado informal, frequentado por uma grande parte de consumidores, na cidade de Nampula, o preço de hortícolas tende a subir, por exemplo, o quilo de tomate ronda os 100 a 120 meticais, cebola 90, cabeça de repolho, 50, alho 290/300, feijão manteiga entre 135 a 150, só para citar alguns produtos (um dólar equivale a 93,9 meticais).
Na campanha de comercialização da presente época agrária a província de Nampula conta colocar à disposição dos consumidores 5,5 milhões de toneladas de produtos diversos.
(AIM)
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