Luís Montenegro celebra vitória da AD vencedor das Legislativas em Portugal
Lisboa, 19 Mai (AIM)- Está confirmada a vitória da AD Coligação PSD/CDS-PP, liderada por Luís Montenegro, nas Legislativas antecipadas deste domingo (18) em Portugal, mas sem maioria absoluta mesmo coligado com a Iniciativa Liberal (IL), segundo resultados globais divulgados esta madrugada pela Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.
Quando falta contabilizar apenas resultados da emigração, a AD ficou em primeiro lugar com 32.72 por cento dos votos válidos, correspondente a 89 mandatos na Assembleia da República (AR), o parlamento português; o Partido Socialista (PS) com 23.38 por cento (58 mandatos); o Chega de André Ventura com 22.56 por cento (58 mandatos).
Por causa dos maus resultados obtidos pelo PS, o secretário-geral do partido e candidato ao cargo de Primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, demitiu-se e serão convocadas eleições internas.
Pedro Nuno Santos reconheceu a derrota e felicitou o vencedor, Luís Montenegro, sublinhando que “são tempos duros e difíceis para o país”.
“A extrema-direita cresceu muito e tornou-se mais violenta e mentirosa”, disse Pedro Nuno Santos.
Resultados de outros partidos concorrentes
Segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, nas Legislativas deste domingo a Iniciativa Liberal (IL) obteve 5,53 por cento, correspondente a 9 mandatos; o Livre com 4,20 por cento (6 mandatos); a CDU – Coligação Democrática Unida – PCP-PEV – conseguiu 3,03 por cento (três mandatos); Bloco de Esquerda (BE) obteve 2,00 por cento (um mandato); PAN 1,32 por cento (um mandato) e Juntos pelo Povo (JPP), o único com origem na Região Autónoma da Madeira, com 0,34 por cento (um mandato).
Com os resultados até agora confirmados, a Direita tem, no seu conjunto, 63,0 por centos dos resultados, correspondentes a 157 deputados e a Esquerda soma 34,2 por cento, equivalente a 69 deputados. O Parlamento português tem 230 deputados.
Outras reacções
Luís Montenegro, que vai assumir o segundo mandato, reagiu à vitória eleitoral dizendo que o “povo falou e exerceu o seu poder soberano”.
“Deixem o Luís trabalhar”, disse Montenegro, acrescentando que “a resposta do povo foi clara, os portugueses querem legislatura de quatro anos” e que “às oposições caberá respeitar vontade popular”.
Sobre a imigração, tema usado como “cavalo de batalha” durante a pré-campanha e campanha eleitoral, com promessas de repatriamento dos considerados ilegais, o primeiro-ministro eleito disse que “vamos continuar a regular a imigração”, entre outras promessas.
Por seu turno e visivelmente emocionado, André Ventura, líder do Chega, sublinhou que “hoje (madrugada desta segunda-feira) é o meu momento. O Chega tornou-se no segundo partido mais votado e acabou o bipartidarismo” em Portugal, numa referência aos dois partidos do chamado arco da governação, nomeadamente o Partido Social-Democrata (PSD) e PS que se alternavam há 50 anos.
“Chega é o futuro do governo de Portugal e vamos exigir contas a todos”, adiantou Ventura, entre outros adjectivos.
Em Portugal, mais de 10,8 milhões de eleitores foram chamados este domingo (18) a escolher os 230 deputados da Assembleia da República (AR), o parlamento português.
Abstenção
No cenário traçado pela Universidade Católica, a abstenção estará entre 36 por cento a 42 por cento. Nas Legislativas de 2024 foi de 40,16 por cento.
No cenário da Pitagórica para a CNN Portugal, abstenção deverá situar-se entre os 41,5 por cento e os 47,7 por cento, enquanto na projecção da SIC/Expresso deverá estar entre 34,7 por cento e 39,7 por cento.
(AIM)
DM
