Danos na rede de iluminação publica, causados pelo ciclone "Freddy" em Quelimane capital da província da Zambézia.
Maputo, 02 Jun (AIM) – O governo moçambicano lançou uma plataforma para aumentar os co-investimentos público-privados na acção climática nos sistemas agro-alimentares.
Financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), o projecto visa criar um ambiente propício que canaliza o investimento para práticas sustentáveis em sistemas agro-alimentares, envolvendo o sector privado na co-criação de planos de investimento sectoriais e notas conceptuais e de ideias de projecto.
Falando hoje em Maputo, durante a cerimónia de lançamento do projecto, o secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Djedje, espera que a iniciativa aprimore a identificação das prioridades agro-alimentares nacionais em matéria de acção climática.
Além de avaliar e aplicar a metodologia do processo de mapeamento e envolvimento dos actores relevantes do sector privado, e de identificar os elementos a incluir no pacote de formação sobre oportunidades de investimento climático em sistemas agro-alimentares.
O projecto vai, igualmente, segundo Djedje, promover uma plataforma de diálogo e troca de experiências entre os intervenientes relevantes na implementação do projecto.
“Cientes que as acções para fazer face às mudanças climáticas exigem uma melhor coordenação e o envolvimento de partes não estatais neste processo, este projecto é mais uma prova inequívoca do comprometimento do governo em mobilizar e alavancar o financiamento climático para assegurar a adaptação e resiliência climática, bem como promover o desenvolvimento de baixo carbono nos sistemas agroalimentares”, disse.
Por seu turno, o representante da FAO em Moçambique, José Fernández, afirmou que a iniciativa representa a vontade de promover um desenvolvimento sustentável, com uma visão partilhada de resiliência ao clima.
O projecto, de acordo com Fernández, visa também materializar o compromisso colectivo de combater a degradação ambiental, aumentar a produtividade agrícola e facilitar o comércio entre agricultores e agentes económicos.
“Uma vez mais”, continuou, “reafirmamos o nosso compromisso de combater a pobreza e a fome, promovendo o desenvolvimento agrícola inovador e sustentável e reforçando a resiliência contra crises alimentares, catástrofes naturais e alterações climáticas”.
O Plano Estratégico da FAO 2022-2031, apoia a Agenda 2030, através da transformação para sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis, para o alcance dos quatro Melhores: melhor produção, melhor nutrição, um ambiente melhor e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás.
“Este projecto incorpora dois destes, designadamente melhor produção e melhor meio-ambiente”, disse.
Nas últimas cinco décadas houve aumento de frequência de ciclones tropicais, sendo que na década de 80, Moçambique registou três ciclones; seis na década 90 seis; quatro na década 2000; seis na década 2010; e mais 12 na década de 2020.
(AIM)
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