Livro escolar. Foto arquivo
Maputo, 05 Ago (AIM) – A produção do livro escolar da 1ª a 3ª classes do Sistema Nacional de Ensino já está em curso e a ser efectivada nas gráficas moçambicanas.
O facto foi revelado hoje (05) em Maputo, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no briefing à imprensa, minutos após o fim da 27ª sessão ordinária daquele órgão de soberania.
“É preciso assegurar aos nossos amigos da imprensa e a todos os moçambicanos que os livros da 1ª a 3ª classes já iniciaram e a produção está a ser feita ao nível nacional”, disse.
Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública, reconheceu o esforço pelo facto de os livros escolares estarem a ser fabricados no país.
Nos anos anteriores, a produção do livro era feita no estrangeiro devido a dificuldades de financiar e condições impostas pelos parceiros, facto que, segundo Impissa, criava um certo desconforto no país.
“Era preciso que o governo ou o Estado assumisse essa responsabilidade porque, afinal, é um investimento”, afirmou.
Sobre a falta de carteiras nas escolas primárias e secundário, facto que coloca milhares de alunos sentados no chão, o porta-voz disse que decorre um processo em curso entre os ministérios da Educação e Cultura, e Agricultura, Ambiente e Pescas, para que a aquisição de carteiras seja no contexto da exploração florestal.
“O dado que vos podemos dar, portanto, a conhecer, é que há muita madeira ociosa que foi cortada, mas não foi levada à venda”, disse.
A quantidade de madeira que foi cortada ilegalmente, nos anos anteriores, será recolhida para, segundo Impissa, ser transformada em carteiras e, deste modo resolver o problema da falta de carteiras nas escolas.
Por isso, Impissa pede calma aos moçambicanos. Adverte, porém, que “nem todas essas actividades vão acontecer ao mesmo tempo e ao mesmo dia”.
Eventualmente, poderá não ser possível neste ano, mas ideia é ir reduzindo paulatinamente.
(AIM)
Ac/sg
