Acidente de viação. Foto arquivo
Maputo, 09 Set (AIM) – Pelo menos 575 mortes é o saldo de um total de 430 acidentes de viação ocorridos nos últimos oito meses nas estradas moçambicanas, um incremento de 71 mortes (14 por cento) comparativamente a igual período de 2024, que anotou 504 óbitos.
No mesmo período, no ano passado, as autoridades governamentais registaram 410 acidentes de viação, o que significa que nos últimos oito meses do ano em curso, houve um aumento de mais 20 acidentes.
Os dados foram revelados pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que falava no habitual briefing à imprensa, minutos após o fim da 31ª sessão ordinária daquele órgão soberano, acto que teve lugar hoje em Maputo.
Impissa, que igualmente é ministro da Administração Estatal e Função Pública, reconhece que o número de óbitos é bastante preocupante.
Durante a sessão, o governo apreciou a informação sobre o relatório de implementação do Plano de Segurança Rodoviária, e no documento, constatou que nas estatísticas da sinistralidade rodoviária dos primeiros oito meses deste ano revelam que no país, 30,1 mortes de acidentes de aviação acontecem por cada 100 mil habitantes.
Os acidentes podem ser de forma directa, como de forma indirecta.
Impissa equipara os acidentes de viação como uma guerra existencial, que deve ser vencida com acções sistémicas que incluem, por exemplo, o fraco uso da tecnologia no controle da segurança rodoviária, existência de agentes de controle de trânsito que permitem que transportadores semi-colectivos de passageiros circulem durante horas proibidas, às vezes, até a alta velocidade.
Acrescentou a baixa consciência e responsabilidade dos próprios automobilistas e, em algum momento, dos próprios transportados, a ponto de alguns até conduzirem sob efeito de bebidas alcoólicas.
“Estamos conscientes de que a melhoria das nossas estradas é uma das acções prementes no contexto da redução da sinistralidade rodoviária; mas quando estradas como a N4 [Estrada Nacional número 4, que perfaz o percurso cidade de Maputo até a região sul africana de Witbank] e que tem melhores condições senão, uma das melhores do país, também regista situações como estas de ontem [segunda-feira] tal nos evidência que a luta deve ser em várias frentes e de forma combinada”, disse.
“Todos temos uma responsabilidade nesta luta contra os acidentes de viação que criam trágicos incidentes e efeitos à nossa sociedade e à nossa economia”, acrescentou.
“A perícia realizada no local, pelas autoridades rodoviárias, constatou haver fortes indícios de condução sob efeitos de álcool, em pelo menos uma das viaturas envolvidas no acidente, na qual foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas”, explicou.
(AIM)
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