Maputo, 09 Set (AIM) – O Ministério da Educação e Cultura (MEC) reafirmou, esta terça-feira, em Maputo, a sua responsabilidade primária de prover e garantir educação para todos os moçambicanos, sublinhando o crescimento assinalável da rede escolar após a independência nacional.
O compromisso foi renovado pelo porta-voz do pelouro, Silvestre Dava, durante a conferência sobre a educação básica para todos, realizada sob o lema “Educação para todos em Moçambique: o que continuamos a fazer, o que abandonamos e o que reinventamos de forma criativa”.
“Mesmo assim, nós reconhecemos que, como Ministério da Educação e Cultura, temos a responsabilidade primária de prover e garantir a educação para todos os moçambicanos em Moçambique e, se calhar, até fora deles”, afirmou Dava.
O porta-voz destacou que, comparativamente ao período colonial, os avanços registados na rede escolar são expressivos. “Estamos a falar do período de 1974-1975, ano da independência, em que o país contava com pouco menos de cinco mil escolas primárias, apenas nove secundárias, 23 do ensino técnico do nível elementar, quatro do nível médio e uma instituição de ensino superior, a então Universidade de Lourenço Marques, hoje Universidade Eduardo Mondlane”, recordou.
Segundo Dava, após a independência o país registou uma rápida expansão. “Passámos a ter 2.269 escolas básicas, enquanto as de ensino secundário passaram para 966. Ao todo, a nossa rede escolar pública passou para 15.240 escolas, sem incluir as particulares”, referiu.
Actualmente, Moçambique dispõe de 11.622 escolas primárias e conta com 9.602.924 alunos, contra apenas 709 mil do período imediatamente pós-independência. “A importância destes números reside no facto de mostrarmos a preocupação que temos com o alargamento do acesso à educação para todos os moçambicanos”, explicou.
Dava acrescentou que, em 2023, o MEC introduziu o conceito de ensino básico, com o objectivo de alargar o acesso ao ensino secundário a um maior número de cidadãos.
“Estamos a evoluir no que diz respeito à provisão de condições para o acesso à educação. Em termos de qualidade, se calhar, poderemos encontrar qual é o nosso estágio quando procurarmos escorrer à volta do que é que nós deixamos de fazer”, observou.
O porta-voz salientou ainda a importância das zonas de influência pedagógica, que agrupam escolas próximas para facilitar o trabalho em equipa. “Aqui fazíamos a planificação conjunta das aulas, promovíamos sessões de capacitação de professores e eram capacitações reais. Então, sessões de planificação no verdadeiro sentido da palavra”, frisou.
Apesar dos desafios, o MEC considera que o país está a avançar no reforço do acesso e da qualidade, mantendo como prioridade a garantia de educação inclusiva e equitativa para todos os moçambicanos.
(AIM)
SNN/sg
