Fábrica de Alumínio Mozal
Maputo, 16 Out (AIM) ‒ A multinacional australiana Mozal lançou, hoje, na província de Maputo, a edição 2026 do programa “Mulher na Indústria”, que beneficiará 150 jovens, particularmente as raparigas.
Deste número, 120 serão alocadas à jovens da província de Maputo, sendo 40 para o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), 40 para o Instituto Industrial e Comercial da Matola (IICM) e 20 para o Instituto Agrário de Boane (IAB), orientadas a raparigas dos distritos de Boane, Matola, Moamba e Namaacha e as restantes 50 para a Universidade Eduardo Mondlane.
Das vagas disponibilizadas à Universidade Eduardo Mondlane, 20 são destinadas a raparigas dos distritos da província de Maputo, 10 à rapazes, 10 à jovens de todo o país (1 por cada província), todas para a Faculdade de Engenharia da mais antiga instituição de ensino superior do país e as restantes 10 à jovens com necessidades educativas especiais, podendo, estes, frequentar cursos de natureza distinta à engenharia.
A directora de Assuntos Externos da Mozal, Lucrécia Uamba, afirma que o acto representa o compromisso da empresa em continuar a trabalhar para o desenvolvimento de Moçambique através da educação.
Destacou que o programa é um legado no qual a Mozal, em parceria com o governo, trilha caminho na contribuição para que os jovens tenham uma boa formação e possam integrar o mercado de trabalho e justificou o enfoque às raparigas, porque, “historicamente,as profissões mecanizadas estiveram sempre ligadas aos homens”.
A engenheira Jennifer Titosse, beneficiária de bolsa da edição 2019, hoje alocada ao Departamento de Engenharia da Mozal como engenheira de projectos e pequenas modificações, partilhou a sua experiência junto dos potenciais beneficiários da edição 2026, uma experiência que diz ter sido de “muitos sonhos, esforço e transformação grandiosa”.
“Essa oportunidade abriu-me portas que me permitiram realizar o meu maior sonho de vida, que foi o de tornar-me engenheira pois fiz o curso de engenharia eléctrica. O Programa Mulher na Indústria é, sem sombra de dúvidas, uma iniciativa transformadora, muda vidas, cria oportunidades e inspira gerações”, concluiu, alertando aos possíveis beneficiários a acreditarem em si própriose a lutarem pelos seus sonhos.
A Directora dos serviços provinciais de assuntos sociais de Maputo, Maria Bridge, saudou o facto da edição 2026 alargar-se para mais uma instituição de ensino técnico-profissional da província de Maputo, no caso, o Instituto Agrário de Boane, para além do IICAEG e IICM, que já eram beneficiárias
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Saudou a Mozal por se juntar aos esforços do governo para o desenvolvimento do capital humano local e criação de oportunidades de igualdade de género conforme a agenda 2030.“O governo está preocupado com a distribuição desigual de oportunidades entre o homem e a mulher principalmente em actividades do sector industrial, onde a percentagem da participação da mulheré insignificante quando comparada a do homem”.
Lamentou que a sociedade ainda acredite que sectores industriais e actividades de maior expressão económica sejam para homens e a mulher destinada, desde a sua infância, a actividades domésticase outros serviços de menor expressão económica.
(AIM)
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