Presidente da República, Daniel Chapo recebe em audiência núncio apostólico em Moçambique, Dom Luís Miguel
Maputo, 16 Out (AIM) – O núncio apostólico em Moçambique, Dom Luís Miguel, defende que as reformas profundas necessárias por uma determinada sociedade só podem ter lugar num ambiente de cordialidade e diálogo.
Falando hoje em Maputo, num breve contacto com a imprensa, minutos após ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Daniel Chapo, Miguel disse que apoia o diálogo nacional inclusivo porque acredita que vai catapultar o crescimento económico e, por via disso, o desenvolvimento.
“Apoiar o diálogo [nacional inclusivo] de todos os moçambicanos para facilitar as reformas necessárias do país, para um futuro de desenvolvimento, de paz, de progresso mais bonito para todos”, disse.
O diálogo nacional inclusivo, instrumento que visa contribuir para uma maior estabilidade política e acelerar o desenvolvimento económico no país, iniciou a auscultação pública na primeira segunda-feira do mês corrente, uma fase que deverá terminar em Novembro próximo.
Para assegurar a inclusão no processo de diálogo, a Comissão Técnica, que tem a missão de guiar o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, irá se deslocar a todos os distritos do país, e na diáspora, assim como disponibilizar plataformas digitais de participação virtual.
A mesma Comissão assegura acolher todas as iniciativas que já estão sendo apresentadas por partidos políticos, sociedade civil, academia, confissões religiosas e organizações socioprofissionais, incluindo particulares.
No entanto, o Embaixador da Santa Sé em Moçambique revelou que a Igreja Católica considera que para evitar, às vezes, revoluções, ou problemas graves, “precisamos de reformas profundas, mas reformas que nascem da comunhão, do diálogo, do encontro de todos”.
Na audiência, o arcebispo espanhol revelou que ambos passaram em revista a situação geral, política do mundo, dificuldades e guerras, “mas também tanta esperança, partilhando uma visão comum em tantos argumentos internacionais”.
Acreditado em 2024, pelo ex-estadista moçambicano, Filipe Nyusi, o Embaixador da Santa Sé, com Chapo, reviveram os 50 anos da independência moçambicana e da celebração dos 30 anos das relações diplomáticas entre Maputo e Vaticano.
(AIM)
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