Presidente da República, Daniel Chapo, participa na cerimónia de Abertura do Congresso Extraordinário da Organização Mundial de Meteorologia
Maputo, 20 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje (20) em Genebra, que o aumento da frequência e intensidade dos eventos extremos climáticos está comprometer o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), colocando em risco milhões de vidas humanas no mundo inteiro.
“Ondas de calor extremo, ciclones tropicais, secas prolongadas, cheias repentinas estão a alterar ecossistemas, economias e modos de vida, sobretudo em países em desenvolvimento que, ironicamente, menos contribuem para esta crise”, disse. Fez saber que a região da África Austral tem sido particularmente atingida.
Chapo, falava hoje (20) na Genebra, no encontro de alto nível sobre aviso prévio para todos, na qualidade de orador principal do evento.
Os dados do Banco Mundial, indicam que Moçambique, devido a sua localização geográfica, encontra-se entre os três países africanos mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
“Nos últimos anos, o nosso país enfrentou ciclones devastadores como Idai, Kenneth, Gombe, Freddy, Dikeledi, Chido entre outros que destruíram Infra-estruturas, deslocaram comunidades internas e roubaram sonhos do povo moçambicano “, disse.
“Aprendemos uma lição fundamental que é “Um alerta a tempo salva vida, quando o alerta chega a tempo a resposta é mais rápida, a acção é mais eficaz e o impacto é menor “, disse
Referiu que a iniciativa Early Warning For All é para Moçambique uma prioridade nacional e uma causa ética.
Por outro lado, traduz o compromisso de proteger o povo, fortalecer a resiliência colectiva diante de um futuro incerto para todos.
“A ciência e a tecnologia, quando colocados ao serviço das pessoas são instrumentos de justiça climática global “, disse.
Ao nível regional, Moçambique tem assumido uma posição de liderança na integração de sistemas de aviso prévio nas políticas de adaptação climática na África Austral.
“O nosso governo colocou a Hidrometeorologia e a resiliência climática no topo da agenda política nacional, reconhecendo que o conhecimento do clima é essencial para o planeamento económico, agrícola e Urbano”, disse.
Explicou que a Cooperação com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e com o sistema das Nações Unidas, o país está reforçar o papel dos serviços meteorológicos, hidrologias nacionais e a integra-los de forma transversal nos instrumentos de planificação nacional.
“É um marco importante deste esforço, o programa Um distrito, Uma estação Meteorológica, lançado pelo governo com o objectivo de expandir e modernizar a rede de observação meteorológica, garantindo que cada distrito disponha de meios próprios de monitorização do tempo e clima.
O Chefe do Estado informou que o sistema de alerta moçambicano não se limita apenas na emissão de boletins técnicos, a semelhança de outros países, portanto, ele chega às comunidades por meio de Rádios locais, mensagens móveis, liderança tradicionais locais e outros intervenientes.
“É um sistema que fala a língua do povo, compreende os ritmos da natureza, da cultura local e mobiliza a sociedade moçambicana”, disse.
Não só, no ano transacto foi lançado o seu roteiro Nacional de implementação da iniciativa “Aviso prévio para todos” documento que define as responsabilidades institucionais e parcerias baseadas em quatro pilares, nomeadamente, observação, previsão, comunicação e respostas, reforçando o papel de coordenação do Instituto Nacional de Meteorologia.
O evento organizado pela Organização Meteorológica Mundial insere-se na visão inspiradora de garantia que até 2027, cada mulher, cada homem e cada criança em qualquer parte do mundo estejam cobertos por sistemas integrados de aviso prévio, em resposta ao apelo lançado em 2022 pelo Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, aquando da realização da COP 27, no Egipto.
(AIM)
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