Presidente da República, Daniel Chapo, participa na cerimónia de Abertura do Congresso Extraordinário da Organização Mundial de Meteorologia
Maputo, 20 Out (AIM) – Moçambique já está a trabalhar para incorporar a digitalização e inteligência artificial (IA) na modernização dos sistemas e processos de aviso prévio e precoce.
“Estamos a trabalhar na digitalização progressiva dos serviços meteorológicos e hidrológicos na interligação de plataformas nacionais, regionais, criação de mecanismos automáticos de recolha, partilha de dados climáticos em Moçambique, na região e no continente “, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, em Genebra.
Segundo o estadista, este investimento visa a construção de um sistema cada vez mais interligado, possível, acessível onde a informação científica se transforma em alertas compreensíveis e oportunos para todos cidadãos.
“O financiamento climático em Moçambique é ainda limitado, o nosso orçamento do Estado com restrições próprias de um país em desenvolvimento, não é suficiente para financiar um modelo de crescimento resiliente às alterações climáticas globais”, disse.
Por isso, defende a mobilização de novas parcerias público-privadas, mecanismos inovadores, acessíveis e a reafirmação da responsabilidade partilhada entre nações e instituições multilaterais.
Chapo, ressalta que cada dólar investido em aviso prévio, corresponde uma poupança de sete dólares em reconstrução, representa vidas protegidas e comunidades emponderadas.
“A cobertura universal de alertas só será real se for inclusiva, Moçambique tem trabalhado para tornar os alertas centrados nas pessoas, para que sejam simples, acessíveis e úteis para todos”, disse.
O executivo moçambicano tem estado a investir na educação climática das comunidades, nas escolas secundárias, universidades, na participação de jovens como multidisciplinares de conhecimento e agentes de sensibilização.
“Moçambique orgulha-se de ter liderado este processo que prioriza o reforço das capacidades humanas, financeiras e tecnologias das instituições como Instituto Nacional de Meteorologia (INAME) e Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD)”, disse.
As projecções climáticas indicam para o agravamento da intensidade e frequência dos fenómenos extremos caso não sejam tomadas medidas.
“Por isso, o momento de agir é agora, se queremos um futuro melhor, apelamos às Nações Unidas, aos Fundos Climáticos, às instituições financeiras e aos parceiros de desenvolvimento que reforcem o apoio tecnológico, financeiro aos países vulneráveis como Moçambique”, disse.
Sublinhou que a ciência já deu ferramentas, a tecnologia mostrou o caminho, faltando apenas o compromisso moral e político mundial de não deixar ninguém para trás.
“A nossa mensagem é simples e urgente “aviso prévio para todos, não é uma aspiração, é uma obrigação moral, política para com os nossos povos e para as gerações futuras , e o futuro do planeta “, afirmou.
Fez saber que o país reafirma o compromisso com a iniciativa Early Warnings For All e com o espírito do acordo de Paris.
A experiência do país mostra que a eficiência dos sistemas de aviso prévio depende da inovação e do investimento sustentável.
Actualmente o país está beneficiar do apoio da SOFF ( Systematic Observations Financing Facility), o que representa um ganho importante na modernização da rede hidrometeorológico nacional.
Refira-se que com este apoio, o governo está instalar radares Meteorológicos que integrarão a Rede Básica de Observação Global ( GBON) da Organização Meteorológica Mundial.
(AIM)
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