Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi
Maputo, 06 Nov (AIM) – As mudanças climáticas, transição demográfica são alguns fenómenos que impactaram o cumprimento os 10 pilares de desenvolvimento social definidos pela Declaração de Copenhaga, afirma a Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi.
Falando em conferência de imprensa que serviu de balanço da sua participação na 2ª Cimeira Mundial Sobre o Desenvolvimento Social, que teve lugar na cidade de Doha, Benvinda Levi disse que, nos últimos 30 anos, Moçambique registou avanços significativos apesar enfrentar desafios à semelhança de muitos países do mundo inteiro.
“Enfrentamos outros desafios, como sejam as mudanças climáticas, transição demográfica e outros fenómenos que acabaram constrangendo o alcance das metas e fizeram com que nós não conseguíssemos alcançar”, disse.
Homologada por mais de 180 países do mundo inteiro, durante a realização da 1ª Cimeira Mundial Sobre o Desenvolvimento Social, a declaração de Copenhaga, estabeleceu o cumprimento de 10 pilares de desenvolvimento social, que incluem educação, saúde e segurança pública, onde se encaixam igualmente, moradia, trabalho e renda, saneamento básico, cultura, lazer e previdência social.
Os pilares visam promover o bem-estar e a inclusão social, erradicar a pobreza e garantir a cidadania.
A Primeira-Ministra considera que, apesar de passados os 30 anos da declaração, os desafios continuam actuais, e devem ser ajustados à nova fase de desenvolvimento dos países.
“Referimo-nos também aos avanços em particular que Moçambique alcançou e podemos destacar três áreas, a área da educação, a área da saúde e a área, por exemplo, do abastecimento de água e energia; 30 anos decorridos, o nível de analfabetismo em Moçambique reduziu significativamente”, disse.
Segundo Benvinda Levi, o número de raparigas que frequentam a escola aumentou e, actualmente, dados indicam que a meta está próximo dos 50 por cento, e particularmente, no ensino primário, isso já é uma realidade.
O governo, acrescentou a Primeira-Ministra, construiu mais escolas em locais mais distantes dos centros urbanos.
“Pode-se questionar a qualidade e a quantidade, mas isso também tem a ver com o desenvolvimento; se antes estávamos a construir escolas para 10, hoje estamos a construir para muito mais”, afirmou.
Reconhece que o ritmo de desenvolvimento pode não ter permitido acompanhar o crescimento da população.
No que concerne ao sector da saúde, há 30 anos, o HIV e SIDA eram um verdadeiro flagelo, particularmente em Moçambique, hoje, de acordo com Benvinda Levi, o número de pessoas infectadas continua elevado, mas as pessoas têm acesso ao tratamento.
“Portanto, já não temos a morte significativa de pessoas vivendo com a HIV e SIDA como tínhamos há 30 anos”, disse, tendo sublinhado de seguida que acções de vacinação também estão em condições aceitáveis, incluindo os serviços de saúde, que “hoje alcançam mais cidadãos moçambicanos; mas estamos conscientes que ainda temos o desafio da qualidade”.
Organizado pelas Nações Unidas, o evento que termina hoje (6) visa colmatar as lacunas e renovar os compromissos assumidos na Declaração de Copenhaga sobre Desenvolvimento Social e no Programa de Acção de 1995, bem como impulsionar a implementação da Agenda 2030, para o Desenvolvimento Sustentável.
(AIM)
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