Vista parcial frontal da fabrica de aluminio MOZAL. Foto de Ferhat Momade
Maputo, 16 Mar (AIM) – A fundição Mozal Aluminium confirmou hoje que colocou a sua unidade industrial em regime de conservação e manutenção desde 15 de Março, devido à incapacidade de garantir fornecimento de electricidade suficiente e a preços competitivos para manter as operações.
Em comunicado, a empresa explica que manteve vários contactos com as entidades relevantes para assegurar o fornecimento de energia necessário à continuidade das operações para além de Março de 2026, altura em que expira o actual acordo de fornecimento de electricidade.
Contudo, segundo a empresa, não foi possível chegar a um entendimento sobre o preço da energia que permitisse à fundição manter-se competitiva no mercado internacional.
A Mozal acrescenta que a situação foi agravada pelas condições de seca que afectaram a produção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a fundição obtinha anteriormente a maior parte da electricidade utilizada nas suas operações.
O vice-presidente de Operações da Mozal Aluminium, Samuel Gudo, afirmou que a empresa lamenta o desfecho das negociações para garantir um novo contrato energético.
“Estamos orgulhosos da história e do contributo significativo da Mozal para a economia moçambicana nos seus 25 anos de funcionamento”, afirmou Gudo.
“Acima de tudo, orgulhamo-nos das nossas pessoas que trabalharam na Mozal, que foram fundamentais para as nossas conquistas, e se comportaram de forma profissional e digna durante um período muito desafiador, enquanto transitávamos a fundição para o regime de conservação e manutenção”, acrescentou.
Segundo o responsável, a empresa manteve, ao longo dos últimos seis anos, negociações com o Governo de Moçambique, a empresa sul-africana Eskom e outros intervenientes relevantes para garantir um contrato de energia que permitisse manter a viabilidade e competitividade da fundição.
“Este não é o resultado que queríamos. Nos últimos seis anos, engajamo-nos amplamente com o Governo da República de Moçambique, a Eskom e outros intervenientes-chave para garantir um contrato de energia para a Mozal que lhe teria permitido continuar a operar, e manter-se um negócio viável e competitivo a nível global”, declarou.
Gudo aproveitou ainda para agradecer aos trabalhadores da empresa pelo contributo ao longo dos últimos 25 anos.
“Gostaria de agradecer a cada colaborador da Mozal pela sua dedicação e contribuição ao longo dos últimos 25 anos”, afirmou.
Localizada nos arredores da cidade de Maputo, a Mozal produzia alumínio primário de alta qualidade destinado aos mercados interno e de exportação.
A empresa é detida em 63,7 por cento pela South32, enquanto a Industrial Development Corporation of South Africa Limited possui 32,4 por cento e o Governo moçambicano 3,9 por cento.
(AIM)
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