Presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo, Édson Macuacua
Maputo, 14 Abr (AIM) – O presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Édson Macuacua, afirmou hoje, em Maputo, que o sucesso do diálogo nacional depende da participação contínua e activa de todos os segmentos da sociedade ao longo das diferentes fases do processo.
Falando após a recepção de propostas de organizações da sociedade civil, Macuacua destacou que o diálogo não se esgota na entrega inicial de contribuições, devendo evoluir para uma fase de aprofundamento e debate técnico.
“A participação não termina aqui. É fundamental que as organizações continuem a contribuir, aperfeiçoando as suas propostas para maior impacto e exequibilidade”, sublinhou.
Segundo explicou, o processo está estruturado de forma gradual e participativa, com vista a transformar os contributos recolhidos em instrumentos de governação, políticas públicas e reformas institucionais.
Macuacua acrescentou que as propostas serão sistematizadas e analisadas pelos grupos de trabalho criados no âmbito do diálogo, numa etapa considerada determinante para a consolidação das reformas.
“Estamos numa fase em que é necessário aprofundar o conteúdo das propostas, para responder de forma efectiva aos desafios do país”, referiu.
O responsável apelou ao envolvimento permanente da sociedade civil, defendendo que a construção de consensos nacionais exige diálogo contínuo, abertura e responsabilidade partilhada.
Na mesma ocasião, o presidente da Associação de Restauração e Catering de Moçambique, Aurélio Mausse, destacou o contributo do sector para a economia, sobretudo na criação de emprego para jovens e mulheres.
“O nosso sector já contribui de forma significativa para a economia nacional, sobretudo na criação de emprego juvenil e feminino. Este contributo deve ser valorizado e ampliado”, afirmou.
Mausse defendeu ainda maior integração do sector nos programas de desenvolvimento económico, bem como a criação de mecanismos permanentes de diálogo com o Estado.
“Precisamos de um diálogo contínuo, de forma estruturada, para garantir estabilidade e previsibilidade no sector”, acrescentou.
Por sua vez, a presidente da Associação Moçambicana de Eventos, Carolina Albazini, apontou desafios na contratação pública, defendendo maior transparência e fiscalização.
Já o secretário-geral da Aliança Jovem para Escrita e Consciência, Paulino Eustáquio, advogou maior inclusão da juventude nos processos de decisão, com propostas de reforma do sistema eleitoral e reforço da participação institucional dos jovens.
(AIM)
SNN /sg
