Presidente da Republica participa na III Reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global do Desenvolvimento Compartilhado, em Pequim
Maputo, 22 Abr (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, em Pequim, a necessidade de uma nova abordagem na cooperação internacional, baseada em parcerias e resultados concretos, em substituição do modelo tradicional centrado na assistência.
Chapo falava durante a 3ª reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global do Desenvolvimento Compartilhado, onde destacou o desenvolvimento como pilar essencial para a estabilidade global, alertando para os riscos associados aos conflitos, mudanças climáticas e limitações de financiamento.
Segundo o estadista, Moçambique está alinhado com uma visão de cooperação orientada para a transformação estrutural, com enfoque na industrialização, desenvolvimento de infra-estruturas e formação do capital humano.
“A cooperação internacional deve evoluir de um modelo centrado na assistência para um modelo baseado em parceria, se quisermos um desenvolvimento global”, disse, acrescentando que “o futuro do desenvolvimento global não será determinado pelas intenções que declaramos, mas pelas decisões e acções que tornamos cada vez mais ágil para implementarmos”.
Desde a semana passada, Chapo efectua uma visita de Estado à China, a convite do seu homólogo, Xi Jinping.
Durante a sua intervenção, apontou como prioridades globais o reforço da capacidade produtiva, o acesso ao financiamento, a digitalização, a energia e o investimento na juventude.
O Presidente reafirmou a disponibilidade de Moçambique para colaborar com parceiros que partilhem a mesma visão de desenvolvimento, sublinhando que a participação do país no fórum se enquadra nas iniciativas promovidas ao longo dos anos pela liderança chinesa.
Chapo considerou existir uma oportunidade histórica para a construção de um modelo de desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável, com benefícios directos para os povos.
Ao abordar o papel de África, descreveu o continente como estando numa fase decisiva, destacando o seu potencial demográfico e económico.
Referiu uma população jovem superior a 1,4 mil milhões de habitantes, a implementação da Área de Comércio Livre Continental Africana e a abundância de recursos naturais, sublinhando que o principal desafio é alcançar a independência económica através da industrialização e da criação de valor.
O estadista destacou ainda a profundidade histórica das relações entre Moçambique e a China, lembrando que os dois países partilham laços que remontam às antigas rotas do Oceano Índico.
Segundo Chapo, essa parceria consolidou-se nos momentos decisivos da luta de libertação nacional e projecta-se actualmente numa relação orientada para a transformação económica, comercial e criação de oportunidades mútuas.
Chapo termina hoje a sua visita de Estado à China.
(AIM)
AC/SG
