Transporte semicolectivo de passageiros (Chapa)
Nampula (Moçambique), 13 Mai (AIM) – O fluxo de circulação de viaturas que fazem o transporte semi-colectivo de pessoas e bens na área municipal da cidade de Nampula, norte de Moçambique, aumentou na manhã desta quarta-feira, menos de 24 horas após a assembleia local ter aprovado o reajuste de preços.
Conforme constatou a AIM, em Nampula, nas últimas semanas em que se agravou a crise de combustíveis e consequente aumento de preços, o movimento dos vulgarmente conhecidos como “chapa-100” (transporte semi-colectivo de passageiros) reduziu consideravelmente, provocando transtornos na circulação de pessoas e bens.
Nesta quarta-feira, o movimento voltou quase aos níveis anteriores à crise, o que se constatou no tempo reduzido de espera nas paragens, principalmente nas primeiras horas desta manhã.
A proposta do presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, à Assembleia acabou sendo aprovada, nesta terça-feira, com o reajuste de preços a obedecer a uma lógica de pontos intermédios, nas seis rotas que cobrem a urbe, igualmente servida por autocarros recentemente recebidos pela empresa municipal de transporte público.
“Em vez de proceder à elevação do preço unitário da tarifa, actualmente fixada em dez meticais (o dólar americano equivale a cerca de 64 meticais), propõe-se a reorganização do sistema de cobrança com base na segmentação de rotas, mediante a introdução de pontos de referência tarifária, que passam a constituir marcos operacionais de transição”, detalhou o edil na fundamentação da proposta.
Na estrutura do novo modelo de cobrança, manteve-se inalterado o valor da tarifa base, fixada em dez meticais, sendo que o percurso das rotas foi definido em três troços ditos intermédios.
Cada troço será considerado como unidade autónoma de prestação de serviço, implicando o pagamento de uma nova tarifa, caso o passageiro ultrapasse o ponto intermédio.
Entretanto, os transportes públicos municipais operam sem observância de pontos intermédios sendo que o passageiro pagará por todo o percurso uma taxa única de 15 meticais.
Contudo o autarca fez notar que desta forma e, com o objectivo de salvaguardar a integridade do sistema e o interesse dos utentes, não será permitida a prática de encurtamento de rotas apontada pelos munícipes como bastante prejudicial.
“Nenhuma viatura poderá terminar a sua circulação nos pontos intermédios ora definidos já que tais constituem referências exclusivamente tarifárias e não terminais operacionais de rota e que a interrupção injustificada do percurso será considerada encurtamento ilícito”, explicou.
Ao fazer a proposta, Giquira reconheceu que o anterior modelo de transporte semi-colectivo de passageiros encontrava-se manifestamente desajustado à realidade económica e social vigente.
“Revela-se incapaz de assegurar, de forma equilibrada, a sustentabilidade da actividade e a satisfação das necessidades de mobilidade dos munícipes”, afirmou.
As rotas em vigor são: Polígno/Waresta/Subestação, com ponto intermédio nos CFM; Muhala-Expansão/Waresta/Subestação, ponto intermédio na Sipal; Muhala-Expansão/Waresta/Subestação, (via Tipografia), ponto intermédio no mercado 25 de Junho (Matadouro).
(AIM)
Rosa Inguane (RI)/mz
