Maputo, 13 Mai (AIM) – O Ministério da Economia defendeu hoje (13), em Maputo, a necessidade de reforçar o investimento na fortificação de alimentos, considerando tratar-se de uma das estratégias mais eficazes e sustentáveis para combater as deficiências de micronutrientes e reduzir a desnutrição no país.
“A adição de vitaminas e minerais na farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado constitui um investimento excepcional e estratégico para o desenvolvimento nacional”, afirmou a directora nacional de Economia, Estudos e Cooperação, Sheila Fernandes, durante a abertura do Workshop sobre Validação do Estudo de Custo e Benefício da Fortificação de Alimentos em Moçambique.
Segundo Fernandes, a fortificação alimentar representa uma intervenção de baixo custo e com elevado retorno económico e social, sobretudo quando comparada com outras medidas de saúde pública.
A responsável explicou que a análise de custo-benefício em validação pretende fornecer evidências técnicas para apoiar a tomada de decisões sobre o fortalecimento do Programa Nacional de Fortificação de Alimentos.
“O estudo visa quantificar as vantagens económicas e sociais da fortificação alimentar, permitindo que o Governo e os parceiros tomem decisões mais informadas sobre a implementação do programa”, disse.
Sheila Fernandes destacou igualmente o papel da indústria nacional na produção e distribuição de alimentos fortificados, apontando que, em 2025, o país registou uma produção superior a 13 milhões de toneladas métricas de produtos fortificados.
“Este resultado demonstra a capacidade da indústria nacional para produzir e distribuir alimentos de qualidade, caminhando gradualmente para a substituição das importações dos cinco veículos de fortificação obrigatória”, afirmou.
A fonte referiu que os alimentos abrangidos pela fortificação obrigatória incluem farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado.
Segundo a dirigente, os avanços alcançados resultam do esforço conjunto entre o Governo, parceiros de cooperação, sector privado e organizações da sociedade civil.
Por isso, defendeu maior coordenação entre os diferentes intervenientes para garantir o sucesso do programa e ampliar o impacto das acções de combate à desnutrição.
“É necessário que todos trabalhem de forma conjunta, partilhando conhecimentos, informações e recursos para alcançarmos resultados mais expressivos no combate à deficiência de micronutrientes”, sublinhou.
Fernandes reiterou ainda o compromisso do Ministério da Economia em continuar a apoiar o Programa Nacional de Fortificação de Alimentos, considerando que a iniciativa contribui para a melhoria da saúde pública e para o desenvolvimento do país.
“Juntos, podemos construir um Moçambique mais forte e saudável através dos alimentos fortificados”, concluiu.
(AIM)
SNN/sg
