Fronteira terrestre Moçambique e Malawi. Fonte The Maravi Post
Maputo, 09 Jun (AIM) – As fronteiras de Calómuè e Zóbuè, na província central moçambicana de Tete, deverão beneficiar de um programa de modernização destinado a melhorar a circulação de mercadorias e passageiros nos corredores da Beira e de Nacala, em Moçambique, e reforçar a posição do país como plataforma logística regional.
A informação foi tornada pública hoje pelo porta-voz da 16ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Ussene Isse, após a aprovação do lançamento de um concurso público internacional para a concessão das infra-estruturas fronteiriças em regime de parceria público-privada.
Segundo Isse, as duas fronteiras assumem importância estratégica nas ligações entre Moçambique e o Malawi, servindo igualmente os países do interior da região.
“Moçambique tem vindo a priorizar a modernização das suas fronteiras através da implementação do modelo de posto fronteiriço de paragem única”, afirmou.
O projecto prevê a construção de terminais internacionais de passageiros e mercadorias, áreas de estacionamento para camiões, sistemas modernos de controlo aduaneiro e infra-estruturas tecnológicas de apoio às operações fronteiriças.
De acordo com o Executivo, a crescente movimentação de pessoas e bens exige investimentos capazes de responder aos actuais desafios de capacidade e eficiência.
“Estas fronteiras enfrentam crescentes desafios de capacidade, tornando-se urgente a sua modernização para garantir maior fluidez do comércio e redução dos custos logísticos”, explicou.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros autorizou o lançamento de um concurso público internacional para a concessão das infra-estruturas do Porto Seco de Moatize, na província central de Tete, visando aumentar a eficiência logística dos corredores da Beira e de Nacala.
Segundo o Governo, os projectos enquadram-se na estratégia de mobilização de investimento privado para o desenvolvimento das infra-estruturas económicas do país.
“Isto é fundamental para projectar o nosso país como modelo logístico na região”, afirmou Isse.
(AIM)
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