Maputo, 06 Ago (AIM) – A Primeira-Dama, Gueta Chapo, defendeu, hoje, em Maputo, o aleitamento materno como um dos principais pilares para garantir a saúde infantil e o desenvolvimento sustentável do país.
A posição foi expressa durante a cerimónia de lançamento da Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada no Hospital Geral José Macamo, onde a dirigente interagiu com mães, profissionais de saúde e parceiros do sector.
“Promover o aleitamento materno é promover a saúde da criança, da mãe e de todo o país”, afirmou.
Sublinhou que a amamentação constitui uma prática essencial para a sobrevivência e o crescimento saudável das crianças.
Durante a visita, a Primeira-Dama percorreu diferentes áreas do hospital, com destaque para o puerpério, a sala de recolha de leite materno e os espaços de apoio à amamentação, inteirando-se do funcionamento dos serviços.
Na mesma ocasião, a Primeira-Dama procedeu à entrega de cestas básicas e capulanas às mães presentes, como forma de apoio à nutrição materna e aos cuidados com os recém-nascidos.
Destacando os avanços registados pelo país, Gueta Chapo referiu que a mortalidade infantil reduziu de 64 para 39 óbitos por mil nados vivos entre 2011 e 2023, enquanto o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida alcançou 56 por cento, acima da meta de 50 por cento prevista para 2025.
Apesar dos progressos, alertou para a necessidade de reforçar esforços para atingir mais de 60 por cento até 2030, meta definida a nível internacional, defendendo igualmente a continuidade da amamentação até aos dois anos ou mais, acompanhada de alimentação complementar adequada.
A dirigente sublinhou que os primeiros mil dias de vida, desde a gravidez até aos dois anos, são determinantes para o desenvolvimento da criança, reiterando que a sobrevivência infantil constitui uma prioridade nacional, no âmbito do Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil 2026–2030.
Gueta Chapo apelou ainda ao envolvimento de todos os sectores da sociedade, incluindo profissionais de saúde, famílias, comunidades e empregadores, na criação de condições que favoreçam a prática da amamentação, nomeadamente através de espaços adequados nos locais de trabalho.
No âmbito das celebrações, que decorrem durante o mês de Agosto, estão previstas diversas actividades de sensibilização nas comunidades e unidades sanitárias, com enfoque na promoção do aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e a sua continuidade até aos dois anos de vida.
(AIM)
Laura Tembe/pc
