Processamento de castanha de caju
Maputo, 08 Out (AIM) – O preço de referência ao produtor da castanha de caju para a campanha de comercialização 2026/2027, em Moçambique, foi fixado em 48 meticais (o dólar equivale a cerca de 64 meticais), contra 45 meticais da campanha anterior.
O anúncio foi feito, em Maputo, esta tquarta-feira (07), pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante a primeira sessão do Comité de Amêndoas, ao abordar os desafios que afectam a comercialização da castanha de caju no país.
“Nesses termos, e tendo em conta os consensos alcançados neste debate, na qualidade de membro do Governo que tem a tarefa de sancionar este debate, é para anunciarmos formalmente que o Comité de Amêndoas estabelece o preço de referência ao produtor de 48 meticais o quilo”, disse.
Referiu que “vai vigorar nesta campanha a taxa de sobrevalorização da castanha de 22 por cento contra os 18 que vigoraram no ano passado”.
O novo valor resulta do consenso alcançado na primeira sessão do Comité de Amêndoas
O ministro explicou que a definição do novo preço teve em consideração factores que influenciam a formação do preço, incluindo os custos de produção, qualidade da castanha, preços internacionais, custos de comercialização e logística, taxa de câmbio, capacidade da indústria nacional e condições de procura nos principais mercados.
“Para a campanha 26 e 27, não devemos simplesmente reproduzir o valor da campanha anterior. Devemos analisar a evolução dos factores que determinaram a formação do preço”, disse.
Salientou que a decisão deve procurar assegurar uma remuneração capaz de incentivar os produtores a investir nos seus pomares, melhorar a qualidade da castanha e aumentar a produtividade, preservando simultaneamente a competitividade dos restantes segmentos da cadeia.
“Precisamos de garantir ao produtor uma remuneração que constitua um incentivo para continuar a investir no seu pomar, adoptar boas práticas agrícolas, melhorar a qualidade da castanha e aumentar a produtividade”, afirmou.
Por outro lado, o ministro defendeu condições para que comerciantes, processadores e exportadores possam operar de forma sustentável, contribuindo para a criação de maior valor acrescentado no país.
“Precisamos de assegurar condições para que os comerciantes, processadores e exportadores possam operar de forma economicamente sustentável e competitiva”, disse.
O governante destacou ainda a necessidade de reforçar a produção e produtividade, melhorar a qualidade da castanha e preservar a indústria nacional de processamento.
“Continuamos a exortar para que os produtores façam o melhor de si para continuarem a cuidar do cajueiro, a plantar mais cajueiros. E também exortamos os nossos industriais para que continuem resilientes nesta luta de manter a nossa indústria”, afirmou.
A decisão enquadra-se nos instrumentos de orientação do desenvolvimento do sector agrário, com destaque para o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 e o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025-2034, bem como no novo quadro legal do subsector, na sequência da aprovação do Regulamento da Lei do Caju pelo Conselho de Ministros, a 04 de agosto de 2026.
Considerou que o consenso alcançado permite iniciar a campanha com uma referência comum para os diferentes intervenientes da cadeia de valor.
O Comité de Amêndoas integra produtores, comerciantes, processadores, exportadores, representantes dos trabalhadores da indústria de caju, instituições do Estado e parceiros de cooperação.
(AIM)
SNN/mz
