Processamento de castanha de caju
Chimoio (Moçambique), 21 Jul (AIM) – A comercialização da castanha de caju rendeu mais de 270.9 milhões de meticais (cerca de 4.3 milhões de dólares americanos) aos produtores do distrito de Machaze, na província de Manica, centro de Moçambique.
O valor resulta da venda de mais de 5.763,5 toneladas da castanha de caju no mercado nacional e internacional.
Os continentes asiático, europeu e alguns países de África são os principais mercados da castanha de caju produzida no distrito de Machaze. Um dos países africanos que têm apostado na castanha de caju produzida no distrito de Machaze é a África do Sul.
O secretário permanente do distrito de Machaze, Zacarias Queixa, explicou hoje (21) que o valor foi arrecadado durante a campanha de caju em curso.
Na presente campanha de comercialização, segundo Queixa, foram colocados no mercado mais de cinco mil toneladas desta cultura de rendimento.
“Este resultado mostra o interesse que os produtores têm na produção desta cultura e a disponibilidade do mercado para a comercialização da castanha de caju. Também temos condições agroecológicas favoráveis à produção desta cultura. Isso tem impulsionado a população a produzir mais castanha de caju aqui no nosso distrito”, disse.
Segundo a fonte, a disponibilidade do mercado para esta cultura também tem sido um dos principais incentivos para a população local, visto que em cada época de comercialização tem existido compradores para toda a castanha de caju produzida no distrito.
“A castanha de caju tem sido a aposta para a diversificação da economia do distrito. Isso também melhora a renda familiar. Portanto, toda a castanha disponibilizada no mercado foi vendida com sucesso. Isso faz com que reforcemos o nosso potencial na cadeia de valor da castanha de caju “, referiu Queixa.
Anotou que a castanha de caju é a bandeira do distrito. “Este ano produzimos muita castanha de caju e grande parte foi comercializada. Isso tem ajudado as famílias, sobretudo aquelas que sobrevivem da agricultura. A venda tem contribuído para o aumento da renda das famílias e na melhoria das condições de vida dos próprios produtore”.
Queixa assegurou que as autoridades daqueles distritos estão empenhadas em continuar a apoiar os produtores, promovendo boas práticas e facilitando o acesso ao mercado.
“Como é do conhecimento de todos, nós, como governo, temos estado a apoiar os produtores. Damos assistência necessária para garantir que tenham o aumento da produção. E que a produção seja de melhor qualidade e aceite no mercado”, acrescentou.
Aliás, na campanha 2024/25 ora terminada, o distrito de Machaze prevê comercializar mais de quatro mil toneladas de castanha de caju, um aumento de 50 por cento em relação ao ano anterior em que foram vendidas cerca de duas mil toneladas.
A produção da castanha de caju é uma actividade desenvolvida por maior parte dos residentes de Machaze, um distrito semi-árido, principalmente produtores do sector familiar.
(AIM)
Nestor Magado (AIM)/dt
